Baseado no romance homônimo do escritor romântico alemão Johann Wolfgang Goethe (1749-1832), As Afinidades Eletivas é um dos mais belos filmes de Paolo e Vittorio Taviani, os consagrados diretores de A Noite de São Lourenço, Pai Patrão, entre outros.
Toscana, final do século XVIII. Numa casa de campo, o jovem casal Edoardo e Carlotta recebe a visita de Ottone e Ottilia. Juntos fazem experiências que demonstram que certos elementos possuem afinidades eletivas, ou seja, uma atração especial um pelo outro. Das experiências, nascem novas relações amorosas entre os casais.
Com excelente ambientação de época, As Afinidades Eletivas tem como destaque ótimas interpretações de Isabelle Huppert (A Professora de Piano) e Jean-Hughes Anglade (A Rainha Margot).
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Os Taviani sempre nos presenteando com obras únicas.
Os personagens de Goethe invariavelmente têm sempre perfís psicológicos marcados por personalidades fortes e comportamentos que refletem insatisfações com os próprios eu. Na sua dramaturgia desencadeiam-se grandes paixões quase sempre direcionadas para as tragédias anuncidas. Os irmãos Taviani possuem uma filmografia respeitadíssima, de grandes produções, mas em "Afnidades Eletivas" perderam o rumo. O filme não tem qualquer clima relativo às paixões "goethiana" muito menos ainda qualquer resquício das tragédias do dramaturgo alemão. Para completar, tecnicamente o filme é muito ruim.
Uma das mais belas cenas de traição representadas no cinema!
(aquela que marido e mulher traem um ao outro, porém consigo mesmos, um enxergando no outro a face do amante)
Não achei nada genial, apesar de ser uma adaptação de Goethe. Um romance que trata muito bem o conflito paixão x razão. Um filme um pouco acima da média em que pese sua sutileza e naturalidade.
Maravilhoso !
E pensar , como a debatedora do Canal Futura disse, que Max Weber, um dos "pais" da Sociologia, bebeu da fonte deste livro para pensar a racionalidade e o cálculo do mundo !