Ao viajar pela Índia, a milionária Lady Edwina Esketh e seu marido, Lorde Esketh, deixam claro que o casamento virou apenas uma fachada, pois ela diz que só casou com ele em razão do título aristocrático que ele carrega e também por não ser feio. Ele diz que Edwina é egocêntrica, gananciosa e egoísta, afirmando que a esposa tem todo o dinheiro do mundo e nenhum coração, ou seja, seria impossível ela ser magoada. Os dois estão rumando para Ranchipur, pois vão se encontrar com a marani da cidade, que tem um belo garanhão. Como Lorde Esketh sabe que ela precisa do dinheiro, espera comprá-lo. Edwina revê um velho amigo, Tom Ransome, o bêbado de cidade apesar de ter uma boa condição financeira, e conhece um belo médico hindu, Safti, por quem se apaixona. Lorde Esketh crê ser mais uma das várias paixões de Edwina, mas ela afirma que desta vez é diferente. Safti acaba se apaixonando por ela e isto deixa a marani irritada, pois tem outros planos para ele. Porém algo imprevisto deixará a vontade de todos em segundo plano.
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Toda a lenga-lenga envolvendo o casamento problemático da Edwina e o romancezinho dela com o doutor indiano torna o filme bem chato. Só entretém mesmo
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nas cenas de catástrofe, nas quais o terremoto e a inundação provocam destruição e mortes. Mesmo que os efeitos especiais não sejam lá grande coisa...
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Constrangedor o Richard Burton e a atriz que faz q maharani de indianos.
Só vale mesmo para morrer de inveja do cabelo da Lana Turner. Que mulher linda!
Melodrama indicado ao Oscar de melhores efeitos especiais. Foi dirigido pelo romeno Jean Negulesco (1900-1993) e produzido por Frank Ross a partir de um roteiro de Merle Miller, baseado no romance de 1937 "The rains came", de Louis Bromfield (1896-1956). Feito em DeLuxe Color, Cinemascope e som estereofônico de quatro faixas, o filme é uma refilmagem inferior de E as chuvas chegaram (39), também feito pela Fox, que era em preto e branco.
O filme era originalmente para ser rodado em locações na Índia e no Paquistão, mas a Índia se recusou a conceder a licença de filmagem e o longa foi filmado apenas em locações no Paquistão. Os principais atores nunca deixaram Hollywood. As duplas ocuparam seu lugar nos planos gerais e em quaisquer outras cenas de que precisassem, que foram filmadas no Paquistão. Lana Turner (1921-1995) confessou em sua biografia que não gostou de Richard Burton (1925-1984) no set do filme.
Filme subestimado devido ao sua narrativa lenta e arrastada, mas altamente agradável, o que em algum nível deve significar que também se qualifica como um bom filme. Se não fosse pelas cenas do terremoto e das enchentes, este filme cairia no esquecimento total. Mesmo não tendo as mesmas qualidades do enredo do filme anterior, não deixa de ser um bom passatempo que mantém a atenção do início ao fim.
"As Chuvas de Ranchipur" é um remake de "E as Chuvas Chegaram" de 1939. O original foi indicado ao Oscar em 8 categorias, já esse, não conseguiu ter o mesmo êxito do anterior. Fizeram algumas mudanças na trama, não sei dizer se foi isso que fez com que o filme não fosse tão bom, mas o resultado final, não foi o esperado. A Lana está linda, mas Richard Burton parece, no mínimo, desconfortável, no papel do Dr. Major Rama Safti. No filme original, quem interpretou esse personagem e se saiu muito bem foi Tyrone Power. Quanto aos efeitos, não são excelentes, mas para a época, são, eu diria, "aceitáveis" (apesar de que devemos salientar, que em 1939, "E As Chuvas Chegaram" foi o vencedor do Oscar de melhor efeitos especiais). Como entretenimento, o filme é bom, mas se formos comparar ao original, esse aqui perde feio.