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Filme-ensaio sobre os pastores que vivem e labutam nos planaltos armênios, bem como sobre as contradições existentes na pretensa harmonia entre os homens e a natureza do lugar.
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Na revisão, gostei um pouco mais: a fotografia é belíssima e a montagem contrapõe de maneira inteligente o enfrentamento da natureza e as necessidades humanas (vide a seqüência do casamento). O uso auxiliar da música de Vivaldi é ótima. Mas a identificação das estações em si servem para justificar um discurso de naturalização dos ciclos vitais. O que é bonito e até compreensível. Mas, como vegetariano, fiquei um tanto intimidado com o tratamento um tanto agressivo concedido às ovelhas tratadas pelos camponeses mostrados. Visualmente, é arrebatador. Mas há algo que incomoda-me ainda... Na filmografia pelechianiana como um todo! (WPC>)
As Estações é registro dessa relação dialética entre homem e natureza. Com uma edição primorosa, Pelechian faz dos planos essenciais do filme verdadeiros acontecimentos, e os outros que são comentários destes não são menos fantásticos - verdadeira força da ação, do ser, do existir. O cara expande tudo, fazendo verdadeiro retrato complexo que foge de qualquer definição que tente ser precisa. experiência imersiva e sensorial. puro cinema.
De longe, o mais famoso filme deste cineasta armeno que tanto chamou a atenção e beatificação do magnífico Sergei Paradjanov, este filme faz um excelente uso das músicas do Vivaldi, num contexto discursivo-naturalista que muito lembra as obras da fase "natureba" do Godard, mais precisamente, filmes como PASSION e NOUVELLE VAGUE. É bom, mas ainda tenho alguns problemas em me deixar ser completamente fisgado por esta beleza arrebatadora! (WPC>)