Blandine vai passar as férias sozinha em um pequeno camping ao pé das montanhas. Rapidamente, ela é invadida pela agitação, pela multidão e pela chuva das quais tanto queria fugir durante o verão. À beira do lago, Blandine conhece Helio, um jovem jornalista da região.
Gostei do curta, pois me identifiquei um pouco com a personagem: às vezes tudo que eu queria era ficar longe de barulho, pessoas barulhentas e apreciar um pouco de silêncio e paz. Adorei especialmente a cena no teleférico, achei sublime esse momento de PAZ de que ela pôde desfrutar.
Para quem gosta de Guillaume Brac (e de Sofia Coppola e de Jacques Tati, ou tantos outros), este filme é um bálsamo: no início, a protagonista atrapalhada incomoda-nos um pouco, faz com que não simpatizemos de imediato com ela... Mas, pouco a pouco, depois daquela seqüência maravilhosa da entrevista, imergimos em sua situação psicológica, compreendemos a importância daquela viagem, torcemos para que tudo dê certo, ficamos na esperança de que os bons encontros ocorram... Achei muito bonito, filme-gêmeo do esplêndido ILHA DO TESOURO! (WPC>)