Filme espírita do brasileiro Wagner de Assis (jornalista e escritor de carreira), que realiza obras kardecistas, como as duas partes de “Nosso lar”, mas que agora rodou seu novo projeto nos Estados Unidos, totalmente falado em língua inglesa (provavelmente para distribuir a obra nas salas estrangeiras). Escrito, dirigido e produzido por Assis, o filme, mediano e cheio de partes confusas, mal explicadas, explora a vida das Irmãs Fox, três figuras históricas norte-americanas associadas ao surgimento do Espiritualismo Moderno, na metade do século XIX. Elas foram pioneiras do espiritismo, quatro anos antes do espiritismo de Allan Kardec, na França. Eram elas Leah Fox (1813-1890), Margaretta "Maggie" Fox (1833-1893) e Catherine "Kate" Fox (1837-1892) – nascidas numa pequena comunidade de Hydesville, no estado de Nova York (EUA). Foi nessa localidade que ocorreram os fenômenos que as tornaram famosas, em que se comunicaram com espíritos na casa onde viviam. As primeiras ocorrências foram registradas em 1848, quando Maggie e Kate ouviram batidas em casa – o que seriam respostas a perguntas feitas por moradores, o que foi interpretado como uma tentativa de comunicação de um espírito. Esse episódio ficou conhecido como o marco inicial do Espiritualismo Moderno. O filme tem pegada de drama histórica com suspense sobrenatural e se passa num único ambiente (a casa delas, em pleno inverno rigoroso, tomado pela neve), contando com uma fotografia escura com tons amarelos que é cansativo de acompanhar. E explora pouquíssimo as controvérsias em cima do desdobramento do caso das Fox – já que 40 anos depois daqueles sons estranhos, Margaretta Fox declarou publicamente que os fenômenos haviam sido uma fraude produzida por estalos das articulações e truques (mais tarde, ela voltou atrás e retirou essa confissão). As protagonistas, infelizmente fracas em seus papéis, são interpretadas pelas atrizes americanas Sionne Elise e Jamie Hughes e pela atriz brasileira-americana Marie McHugh, além de coadjuvantes internacionais e brasileiros. Filmado entre Brasil e Estados Unidos, é mais uma incursão do diretor Wagner de Assis ao mundo do espiritismo, para decifrar e desvendar seus mistérios. Produção da Cinética Filmes, está nos cinemas pela Film Connection Distribuidora. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom
Filme espírita do brasileiro Wagner de Assis (jornalista e escritor de carreira), que realiza obras kardecistas, como as duas partes de “Nosso lar”, mas que agora rodou seu novo projeto nos Estados Unidos, totalmente falado em língua inglesa (provavelmente para distribuir a obra nas salas estrangeiras). Escrito, dirigido e produzido por Assis, o filme, mediano e cheio de partes confusas, mal explicadas, explora a vida das Irmãs Fox, três figuras históricas norte-americanas associadas ao surgimento do Espiritualismo Moderno, na metade do século XIX. Elas foram pioneiras do espiritismo, quatro anos antes do espiritismo de Allan Kardec, na França. Eram elas Leah Fox (1813-1890), Margaretta "Maggie" Fox (1833-1893) e Catherine "Kate" Fox (1837-1892) – nascidas numa pequena comunidade de Hydesville, no estado de Nova York (EUA). Foi nessa localidade que ocorreram os fenômenos que as tornaram famosas, em que se comunicaram com espíritos na casa onde viviam. As primeiras ocorrências foram registradas em 1848, quando Maggie e Kate ouviram batidas em casa – o que seriam respostas a perguntas feitas por moradores, o que foi interpretado como uma tentativa de comunicação de um espírito. Esse episódio ficou conhecido como o marco inicial do Espiritualismo Moderno. O filme tem pegada de drama histórica com suspense sobrenatural e se passa num único ambiente (a casa delas, em pleno inverno rigoroso, tomado pela neve), contando com uma fotografia escura com tons amarelos que é cansativo de acompanhar. E explora pouquíssimo as controvérsias em cima do desdobramento do caso das Fox – já que 40 anos depois daqueles sons estranhos, Margaretta Fox declarou publicamente que os fenômenos haviam sido uma fraude produzida por estalos das articulações e truques (mais tarde, ela voltou atrás e retirou essa confissão). As protagonistas, infelizmente fracas em seus papéis, são interpretadas pelas atrizes americanas Sionne Elise e Jamie Hughes e pela atriz brasileira-americana Marie McHugh, além de coadjuvantes internacionais e brasileiros. Filmado entre Brasil e Estados Unidos, é mais uma incursão do diretor Wagner de Assis ao mundo do espiritismo, para decifrar e desvendar seus mistérios. Produção da Cinética Filmes, está nos cinemas pela Film Connection Distribuidora. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom