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Juliette Merteuil (Jeanne Moreau) e Valmont (Gérard Philipe) compõem um sofisticado casal, que procura sempre se divertir. Ambos têm envolvimentos sexuais com outras pessoas e dividem suas experiências um com o outro. Mas entre eles há uma regra: nunca se apaixonar. Porém, desta vez Valmont se apaixona loucamente por uma jovem, que ele conheceu em uma estação de esqui.
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A direção é bacana, os atores estão bem adaptados aos seus personagens e a adaptação contemporânea (com suas licenças poéticas exageradas na composição das relações entre personagens) não é ruim, mas o filme peca por aquilo que tem de mais original: é ousado para uma época, mas envelhecido demais para as seguintes! Não gostei da composição da personagem Cécile, achei-a artificial, o que degringolou a minha imersão espectatorial, visto que tinha acabado de ler o romance original, mas é um filme bem-intencionado e, em muitos aspectos, bem-sucedido. O final escandaloso - e forçadamente feliz, em comparação ao que acontece no livro - é muito bom! (WPC>)
Primeira versão de Ligações Perigosas, foi o último filme do Gerard Phillipe. Além dele, a Jeanne Moreau como sua esposa, num relacionamento aberto, desde que nem um dos dois se apaixonem. Surge a Anette Vadim (who? Esposa do Vadim. Ah) que desestrutura tudo e bota o casamento em risco.
Olha, o Vadim não conseguiu destruir esse filme, embora tenha colocado seu toque de mestre com uma trilha sonora horrorosa (alguém pode elogiar mas é tremenda). A fotografia em preto e branco salvou (as cores não são o forte de Vadim, já que ele não é muito apegado aos detalhes de cenário e figurinos). Ver as cenas finais com Gerard Phillipe e saber que ele morreria dali a alguns meses me corta o coração.
O título correto seria "As ligações perigosas"