Melisa, cineasta e personagem em "Las lindas" é jovem, inteligente e engraçada, mas também crítica e irônica. Ela entrevista seus amigos, reconstrói-se como uma pessoa que usa fotos de família e vídeos, e reflete sobre as imagens e a expectativa que a sociedade tem em relação às mulheres jovens.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
bastante de o segundo sexo
Interessante como o filme funciona partindo de uma abordagem extremamente pessoal e que acaba imergindo em questões de gênero pertinentes, que a priori podem parecer simples, através dessa abordagem escolhida, mas que são complexas em suas construções sociais e bem colocadas narrativamente. E tudo isso é conduzido de uma forma leve, mas não menos contundente.
Belo documentário.
Assisti a este filme apenas para cumprir tabela via catálogo do Mubi e fiquei muito impressionado com a sua qualidade autocrítica, com a coragem de auto-exposição das personagens reais, com o reaproveitamento inteligente de um material de arquivo rigorosamente pessoal, com a própria confissão da diretora-protagonista quanto à instauração em si mesma do tipo de ato julgamental que põe a nu neste brilhante documentário íntimo. Inclusive, confesso: demorei a perceber que a voz que conduzia as entrevistas pertencia a uma mulher. Ou seja, espectatorialmente, terminei confirmando os estereótipos que a diretora tenta dirimir em sua existência diária. Ao término da sessão, recomendei o filme enfaticamente aos meus amigos - sobretudo, ás amigas. Com a abertura de um debate posterior mais analítico, visto que tratam-se de meninas brancas, ricas, etc., mas ainda assim merecedoras de todo o nosso apoio na causa feminina/feminista espontânea que levam à frente! (WPC>)
Me identifiquei demais! Lembrou muito minha infância/puberdade.
A construção da feminilidade e sua relação com os afetos
toda mulher que assistir vai conseguir assimilar muitas coisas com a sua própria vida e com esse processo de construção do que é “ser bonita e desejável”, e “ser feminina/mulher”. me fez pensar em como a sexualização do corpo da mulher é precoce, e incentivada pelos pais, amigos e principalmente pelos meninos. melisa soube bem como falar sobre essas coisas com um olhar subjetivo, e muito nostálgico.