Dirigido por
Data de lançamento
15 Nov. 2019Duração
Sabina Wilson e Jane Kano são duas Panteras que precisam deixar as diferenças de lado quando embarcam em uma aventura internacional junto à nova Bosley e com a cientista Elena Houghlin. Elas precisam impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para a humanidade e descobrir quem está por trás de um plano tão maligno.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Realmente acho que é um filme injustiçado. A cada vez que revejo, abraço mais esse novo As Panteras. A prova é que basta eu colocar para ver só o comecinho durante o almoço para acabar assistindo ao filme inteiro kk. Quando deixamos de compará-lo o tempo todo — mesmo que inconscientemente — às Panteras anteriores, ele se mostra um sucessor bem bacana.
Com um roteiro cheio de reviravoltas e um humor pontual, capaz de arrancar risadas genuínas, o filme atualiza a franquia sem tentar repetir a estrutura dos anteriores nem abandonar o que faz As Panteras ser As Panteras. A premissa mais feminista pode soar um pouco too much em alguns momentos, mas gosto da sororidade proposta aqui: há Panteras por toda parte, apoiando umas às outras.
A abertura e a coreografia de dança na festa da mansão entregam exatamente o molho que espero de um filme das Panteras. De brinde, há várias referências ao Brasil — por razões que desconheço, mas que são muito bem-vindas.
Uma curiosidade legal é que durante os créditos, Kelly Garrett, uma das Panteras originais, reaparece interpretada por Jaclyn Smith.
O trio
O trio reúne uma hacker, uma ladra e uma agente secreta que se complementam bem em personalidade, aparência e habilidades. O grupo disfuncional contrasta com as Panteras que já conhecemos, dando um respiro interessante à franquia. E elas também têm a flexibilidade estética necessária para ficarem muito bonitas quando a situação pede — uma qualidade esperada de uma Pantera.
Sabina (Kristen Stewart) se destaca bastante: tem beleza, humor, presença e personalidade. Para mim, é o pacote completo de uma nova Pantera. Elena (Naomi Scott), por outro lado, tem uma presença que me irrita durante praticamente toda a experiência.
Gosto muito da presença de Ella Balinska como Jane, mas sua atuação nas cenas de combate não convence: ela não transmite a força que a personagem deveria demonstrar, como na luta da cafeteria, por volta dos 20 minutos.
O confronto com várias Panteras no salão da festa, perto do fim, também fica um pouco forçado. As personagens secundárias parecem quase gritar: “Sou só uma figurante tentando fazer carão de Pantera”.
Outras menções
As músicas do projeto são um acerto enorme. “How It’s Done”, de Kash Doll, Kim Petras, ALMA e Stefflon Don, encerra muito bem o filme. Já “Don’t Call Me Angel”, música-tema de divulgação interpretada por Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey, combina com a proposta e agrega valor à experiência.
Também gostei muito do detalhe de deixarem implícito que a Boz (Elizabeth Banks), na sua vida passada como Pantera, conheceu o Charlie “de verdade” e talvez tivesse uma relação próxima com ele. Isso desperta curiosidade sobre o passado da personagem e deixa vontade de descobrir mais sobre.
É bem legal quando você consome genuinamente sem o apego aos filmes e protagonistas anteriores. Poucas coisas me incomodam.
Se perderam totalmente na tentativa de dar um reboot na franquia. Tirando a exibição de fotos do trio original das Panteras, este filme pouco lembra os dois filme anteriores.
A proposta original dos filmes antigos era fazer quase uma sátira aos filmes de espionagem pelo exagero das cenas de ação e pelas missões absurdas em que os agentes se metiam. Desta vez quiseram deixar o filme mais a sério, sem tantas situações cômicas ou cenas de ação insanas.
Esta mudança no estilo frustrou o público que esperava algo mais parecido com os filmes dos anos 2000. Além disso o excesso de lacração sobre o "patriarcado malvado e opressor" e falta de carisma do novo trio de Panteras fizeram o filme ser considerado um dos maiores fracassos de bilheteria de 2019.
Eu me recuso a acreditar que essa aberração existiu.
Gostei do ritmo frenético! O ponto negativo foi ter um roteiro fraquinho, mas no todo é legal.