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Eu gostei. Não repete a formúla e não tem o mal cheiro de uma sequência realizada só para fins comerciais. Gosto do approuch equilibrado e contemporaneo com uma visão mais pé no chão do que a moda representa de fato nos dias atuais. Como uma franquia de culto a beleza ela de fato entrega looks e lugares belíssimos. É gostoso ver novamente todos esses rostos familiares numa obra que carrega o feeling gostoso de sessão da tarde. Veria novamente.
Reassistindo em 2026/05/02 e não tem jeito: segue inquestionável como uma obra-prima sem defeitos e a minha maior obsessão.
Considerando que eu mesmo legendei o filme para português em 2014 e o fato de me recordar de cada diálogo, não esperava chorar tão fácil em vários momentos ao longo do filme. Revê-lo após tantos anos não só me trouxe a admiração de ver um projeto muitíssimo bem envelhecido e bem dirigido, com arte, tempo, emoção e ritmo muito bem marcados, mas também me emocionou por efetivamente LEMBRAR da razão de considerá-lo a minha obra favorita da vida e do porquê de eu gastar um dinheiro considerável até hoje em colecionáveis relacionados. Algo que já era um pouco enevoado em minha mente e que agora é novamente confirmado e fortalecido.
Quando mais jovem eu ainda ficava confuso quanto a certos momentos e conceitos do filme, mas agora, mais maduro, tenho finalmente a sensação de ter compreendido a obra em seu todo e fico ainda mais certo quanto à sua sacralidade inquestionável.
Há ganchos emocionais fortíssimos que acho válido relembrar, como:
- Na abertura, quando todas as amigas de Homura dançam ao seu redor mas ela permanece encolhida no centro, triste e sozinha, porque é a única que sabe a verdade e por isso jamais conseguirá efetivamente se conectar naquela realidade.
- Todas as meninas finalmente podendo de fato viver um sonho lindo juntas através do, inicialmente suposto sacrifício de Madoka (antes de nós descobrirmos que se tratava de um labirinto da Homura), nessa nova realidade, ao invés da dura realidade prévia contemplada no anime;
- Bebe expressando uma enorme culpa e arrependimento pelo que fez a Mami ao ser questionada por Homura sobre como se conheceram;
- A dor imensurável de Homura ao iniciar sua transformação em bruxa, sentindo todo o peso do desespero (de incontáveis vidas por não ter se esquecido de nada desde a linha do tempo original) e, mesmo assim, escolher fechar a garganta para não pedir ajuda e lutar para que de fato não a ajudassem em seu ápice de sofrimento;
- A própria vontade inquestionável de Homura, materializada em um grande exército que marcha incessantemente, que, mesmo após sua morte, busca criar uma realidade feliz com Madoka, a ponto de criar uma cidade inteira e manipular a mente de suas próprias amigas, sendo uma destas simplesmente DEUS, para sustentar isso;
- O próprio final do filme mostrando o peso da nova realidade claramente incompleta e sem seu total sentido (figurado através do mundo e da lua cortados ao meio) que Homura carrega nas costas e que, apesar de deixar um vazio em seu coração, é sempre justificado pelo propósito maior de proteger Kaname Madoka.
Devo acrescentar que assistir a esta obra após ter perdido minha vó, que era de fato uma das pessoas que mais amei na terra, adicionou camadas importantes para a leitura da mesma, uma vez que só agora posso entender de verdade os reais sentimentos da Homura para com uma pessoa que deixou de existir para sempre e onde sobra apenas o desejo de que, algum dia, por algum milagre, possam se ver novamente.
Talvez eu deva também adicionar o fator de meu afeto com outra paixão minha: o jogo GrandChase. Os paralelismos entre essas duas obras que carregam meus sentimentos mais sinceros de amor, sempre fazem eu me lembrar de uma ao consumir a outra e, com isso, sou envolvido em nostalgia por todos os lados. Inicialmente, meu gancho para assistir Madoka Magica pela primeira vez foi ingenuamente interpretar o pôster do anime, com meninas de estilo de arte similar e que lutavam cada uma com uma arma, roupa cheia de personalidade e cor-tema diferentes, como algo correlacionado com o jogo que eu amava, e hoje carrego os dois unidos em meu coração com muito carinho e saudade.
Dito isso, Homura não fez nada de errado.
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Uma loucura essa minha linda companheira cinéfila
Um romance atípico e disfuncional que me entreteu mais do que o esperado. Experiência válida