Sou apaixonado por estes filmes em episódios, apesar de admitir a inevitabilidade da concatenação irregular entre uma história e outra. Neste caso, o resultado geral decepciona: é morno, muitíssimo morno! Mas tem seus bons momentos.
O melhor dentre todos é, sem dúvida, o episódio de reflexão barthesiana sobre imagens sobrepostas realizado por Sergei Loznitsa. Realmente ótimo, sobremaneira impactante e visualmente magnífico.
A atualização shakespeareana de Kamen Kalev, o diálogo marital político de Cristi Puiu e o melodrama leve de Ursula Meier merecem destaque também, bem como a pujança das experiências pessoais de Aida Bejic, revisitadas de maneira reorganizadora, tanto quanto o fazem Marc Recha e, de alguma maneira, Isild Le Besco (cuja narração tom conta de quase todo o trailer)...
O episódio de Vladimir Perisic foi o que menos apreciei, em sua indefinição neo-tadziniana. Os aguardados Jean-Luc Godard e Angela Schanelec resvalam no desvio autoral (num mau sentido do termo, visto que a temática é desrespeitada em prol de certa repetição de fórmulas pessoais) e na brevidade saudosa, ficando aquém das expectativas.
Vincenzo Marra e Leonardo di Constanzo realizam tramas simpáticas, o primeiro pelo viés familiar e o segundo através do elã antibelicista. Teresa Villaverde não sabe direito o que fazer, sendo o seu curta o mais esquecível, infelizmente.
Sou apaixonado por estes filmes em episódios, apesar de admitir a inevitabilidade da concatenação irregular entre uma história e outra. Neste caso, o resultado geral decepciona: é morno, muitíssimo morno! Mas tem seus bons momentos.
O melhor dentre todos é, sem dúvida, o episódio de reflexão barthesiana sobre imagens sobrepostas realizado por Sergei Loznitsa. Realmente ótimo, sobremaneira impactante e visualmente magnífico.
A atualização shakespeareana de Kamen Kalev, o diálogo marital político de Cristi Puiu e o melodrama leve de Ursula Meier merecem destaque também, bem como a pujança das experiências pessoais de Aida Bejic, revisitadas de maneira reorganizadora, tanto quanto o fazem Marc Recha e, de alguma maneira, Isild Le Besco (cuja narração tom conta de quase todo o trailer)...
O episódio de Vladimir Perisic foi o que menos apreciei, em sua indefinição neo-tadziniana. Os aguardados Jean-Luc Godard e Angela Schanelec resvalam no desvio autoral (num mau sentido do termo, visto que a temática é desrespeitada em prol de certa repetição de fórmulas pessoais) e na brevidade saudosa, ficando aquém das expectativas.
Vincenzo Marra e Leonardo di Constanzo realizam tramas simpáticas, o primeiro pelo viés familiar e o segundo através do elã antibelicista. Teresa Villaverde não sabe direito o que fazer, sendo o seu curta o mais esquecível, infelizmente.
Ao menos, entretém: não é cansativo! (WPC>)
lindo
Poucas histórias interessantes. Pela seleção de diretores e pelo tema deveria ter sido pensado com mais qualidade.