Dirigido por
Data de lançamento
1 Julho 1958Duração
Qinawi, um deficiente físico e vendedor ambulante, ganha a vida vendendo jornais na estação central de trem do Cairo e fica obcecado por Hannouma, uma jovem atraente que vende bebidas. Ela trata Qinawi com simpatia e brinca com ele sobre um possível relacionamento. Mas na realidade ela está apaixonada por Abu Serih, um carregador forte e respeitado na estação e que está lutando para sindicalizar seus colegas de trabalho em prol de combater a exploração e o tratamento abusivo que o chefe reserva a seus empregados.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Estação Central do Cairo, de 1958, é considerado a primeira grande Obra-prima do cinema africano.
Trata-se de um grande filme que aborda um tema delicado no Egito, o assédio dos homens para com as mulheres e a violação de algumas liberdades femininas.
O protagonista é um esquizofrênico tarado que se apaixona por uma sexy mulher e passa a ficar obcecado por ela de uma maneira assustadora.
O filme toca em feridas culturais do Egito de forma corajosa e de certa forma serve como modelo para outros modelos de esquizofrênico que o Cinema viria a conhecer.
Talvez Hitchcock tenha se inspirado um pouco nesse filme para psicose, não sei.
Um ótimo Thriller egípcio com influencias neorrealistas no âmbito da fotografia e com um desfecho potente. Nota 8.0
Decidi assistir esse filme depois do mesmo ter sido mencionado em um artigo que eu estava lendo sobre 'Peeping Tom', o thriller psicológico do Michael Powell, que tem muitas similaridades com 'Psicose' um dos meus filmes preferidos.
Fiquei curiosa pra assistir já que adoro Peeping Tom e aparentemente 'Estação Central do Cairo' tem uma temática parecida, sem falar que nunca tinha visto nenhum filme egípcio ou de qualquer outro país do continente africano.
Curioso como o filme aborda temas polêmicos não só pra década em que foi feito, como também pelo fato de não ser um filme americano ou britânico, como a maioria dos poucos thriller que já assisti lançados antes dos anos 70.
E fiquei surpresa também pelo fato do próprio diretor, o Youssef Chahine ter interpretado o protagonista. O filme pode não ter um grande plot twist, mas tem uma trama envolvente.
Gostei muito do filme, bom para estudo e complexo de inferioridade
O filme meio que gira em torno dessa obsessão masculina sobre os corpos e vontades das mulheres. Na metade do filme há um comentário explícito neste sentido, quando se vê uma reunião de mulheres contra a ditadura do casamento. O personagem Qinawi, interpretado pelo próprio diretor Youssef Chahine, é a peça mais distorcida desse esquema, mas não a única. Seu pé deficiente pode até ser visto como uma manifestação física de sua mente frágil, uma visão capacitista da alma humana, mas antes de tudo é fonte de seu isolamento e sofrimento pelo preconceito - como não consegue ninguém para amá-lo, fazem chacota que ele deveria arranjar uma manca igual a ele. Chahine consegue pintar seu personagem tanto como vilão quanto vítima, tornando-o muito mais crível, realista e interessante.
Corcunda de Notre Dame no Egito com desdobramentos mais dramáticos e criminosos. Pessoalmente, gostei bastante. Boa surpresa.