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Data de lançamento
22 Nov. 2012Duração
Em 2012, o álbum Bad de Michael Jackson completa 25 anos de lançamento. Registros das gravações de canções do disco e imagens de arquivo filmadas por Jackson e nunca antes vistas pelo público mostram o perfeccionismo do artista no seu processo criativo. Depoimentos de pessoas diretamente envolvidas com Michael, como Martin Scorsese, que dirigiu o videoclipe de Bad, e Sheryl Crow, que cantava com Michael, se unem a nomes da nova geração, como Kanye West e Cee Lo Green, para avaliar a influência que Michael ainda exerce no cenário pop atual.
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BAD 25
Direção: Spike Lee
Ano: 2012
Assistido em: 27/06/2026
Após atingir o topo do mundo com Thriller (1982), todos se perguntavam qual seria o próximo passo de Michael Jackson. Como ele faria para sustentar o título de Rei do Pop e de maior artista musical de seu tempo? A resposta veio cinco anos depois, com Bad (1987), um álbum sonoramente bem diferente do anterior, mas igualmente icônico e que também entrou para a cultura popular.
Infelizmente, Michael já havia falecido quando, em 2012, no aniversário de 25 anos de lançamento do álbum, entra em cena Spike Lee, amigo e profissional que trabalhou ao lado do Rei do Pop, decidindo revisitar esse trabalho icônico e produzir um documentário que nos entrega um pouquinho do processo criativo por trás da obra.
Eu sou um fã do Michael Jackson um pouquinho peculiar, porque sei que onze entre dez fãs dele afirmariam que seu álbum favorito é Thriller. Entretanto, vou na contramão e sempre fico entre Bad e Dangerous (1991). A primeira vez que escutei esse álbum completo foi após a morte dele, em 2009. É claro que eu já conhecia alguns de seus trabalhos mais icônicos, como a faixa-título e, obviamente, "Smooth Criminal", mas fiquei surpreso com a grande quantidade de músicas fantásticas presentes nele e que, infelizmente, não tiveram o impacto que mereciam.
Bad é um álbum icônico justamente por sua diversidade. Temos R&B, soul, rock e um pouquinho de tudo. E, obviamente, Michael Jackson era excepcional em tudo o que fazia. Todas as músicas são deliciosas, maravilhosas de se ouvir. Por isso, foi muito interessante escutar pessoas que participaram da criação do álbum falando sobre ele e compartilhando um pouco do processo criativo que levou à realização dessas canções.
Eu já havia assistido a outro documentário lançado mais recentemente, Thriller 40 (2023), que, assim como este, celebra um álbum fundamental da carreira do cantor. Meu maior problema com ele é que mal arranhava a superfície do que foi aquele disco. Eu gostaria de ter visto mais do processo criativo e de entender melhor como o álbum foi realizado. O que achei mais interessante aqui é justamente o fato de vermos issco, com direito ao próprio Michael falando e explicando como fazia determinadas coisas, utilizando gravações de 1987, período em que estava divulgando o álbum. Além disso, a participação de pessoas envolvidas no processo criativo é muito maior.
Entretanto, não posso deixar de mencionar a ausência de Quincy Jones. Sei que ele e Michael se afastaram muitos anos antes, mas a presença de Jones na carreira do Rei do Pop é inegável, e não escutá-lo falando sobre esse período é sempre um pouco decepcionante, ainda mais sabendo que eles travaram uma verdadeira guerra pelo controle de Bad.
O documentário traz muitas informações que eu desconhecia, apresenta inúmeros detalhes, utiliza fartamente imagens icônicas e explora cada uma das dez faixas. A única parte que achei um pouco constrangedora acontece no final, durante a montagem em que Spike Lee reúne todos os entrevistados aparentemente chorando. Convenhamos: tudo bem que os depoimentos foram gravados apenas um ano ou um ano e meio após a morte de Michael, mas dava para perceber claramente que aquela emoção não era genuína.
Tirando isso, o restante do documentário é um verdadeiro baú de tesouros para qualquer fã do Rei do Pop, repleto de detalhes e informações que certamente encantarão qualquer pessoa apaixonada por esse álbum maravilhoso que é Bad. Assim que terminei de assistir ao documentário, fui escutar. Agora, enquanto escrevo isto, estou ouvindo-o outra vez, e continuarei escutando-o muitas e muitas vezes ao longo da minha vida, porque ele é simplesmente uma das maiores obras-primas da música de todos os tempos.
PS: A história de que "Bad" era para ser um dueto entre Michael e Prince já é velha e, honestamente, nunca senti muito essa perda. Mas eu não sabia que "I Just Can't Stop Loving You" era para ser um duo com a Whitney Houston e que os desgraçados dos estúdios barraram a ideia. Aí, sim, perdemos o que poderia ter sido um dos maiores duetos de todos os tempos.
Mais um documentário mostrando que as pessoas que o conheciam, gostavam MUITO dele. E reforçam que ele era uma boa pessoa. E continua aparecendo na midia um bando de zé ninguém falando groselha e querendo se aproveitar...triste. Cadeirinha VIP no inferno reservada para essas pessoas.
Documentário musical feito para a TV da 40 Acres & A Mule Filmworks e ABC vencedor dos prêmios Future Film Festival Digital Award e Biografilm Award no Festival de Cinema de Veneza. O filme é sobre o 25º aniversário do álbum "Bad", de Michael Jackson (1958-2009), de 1987. Spike Lee, que anteriormente dirigiu Jackson no videoclipe de "They don't care about us", além de dirigir o videoclipe póstumo da música "This is it".
Esses sucessos e curtas-metragens em particular levaram a popularidade de Michael a um novo patamar ao redor do mundo, talvez não tenha chegado aos EUA, mas foi o single mais internacional do álbum, oferecendo cenas dos bastidores da gravação do álbum por Jackson e entrevistas com confidentes, músicos, coreógrafos e superestrelas do mundo da música como Kanye West, Sheryl Crow, Cee Lo Green e Mariah Carey.
Uma homenagem ao mestre artesão e talento musical que era Jackson e não uma investigação penetrante do homem que fez a música. Uma exploração completa e envolvente do fenômeno cultural; uma explosão única na história musical e uma visão da solidão do artista, isolado em uma bolha de fama e devorado pela imprensa.
saudades mj
capricharam nessa obra