Ele é um dos mais influentes, inspiradores e revolucionários músicos de nosso tempo. O diretor Martin Scorsese
nos apresenta a extraordinária trajetória de Bob Dylan, desde suas raízes no Minnesota, suas primeiras aparições nas cafeterias do Greenwich Village, até sua tumultuada ascensão ao estrelato em 1966. Joan Baez, Allen Ginsberg, Pete Seeger, entre outros, compartilham suas idéias e sentimentos sobre o jovem cantor que transformaria a música folk tradicional dos Estados Unidos, para sempre. Com cenas inéditas, entrevistas exclusivas e apresentações raras, este é um retrato definitivo que os fãs do mundo inteiro esperavam há décadas: a história jamais contada de uma lenda viva.
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Retrato de um mito descobrindo seu talento e dando o melhor de si. Um recorte preciso de uma carreira repleta de lampejos de criatividade.
A capacidade de documentarista do Scorsese sempre me impressiona. Isso porque seus documentários são muito extensos, normalmente extrapolando as três horas de duração e mesmo assim são fluidos, instigantes e interessantes. Aqui sequer chega perto de mostrar toda a carreira de Bob Dylan. Encerra na consolidação do sucesso com Like A Rolling Stone e mesmo assim você conseguiria encarar mais algumas horas. O maior feito é que consegue transmitir todo o sentimento criativo dos anos 60, principalmente com as entrevistas de arquivo do Allen Ginsberg.
Que final icônico.
Fãs vaiando e chamando Dylan de Judas antes dele tocar Like a Rolling Stone
Dylan: I don't believe you. You're a liar! PLAY IT FUCKING LOUD!
Revisto ontem, que filmaço. Na primeira parte do doc, Scorsese traça um perfil muito aprofundado das influências que o Dylan teve em seus primeiros anos, sobretudo musicalmente, mas também de como era a cultura do meio-oeste americano, dando uma real dimensão do que significava aquele jovem para todo um gênero e uma região do país. Acontece que este primeiro ato já apresenta que aquele garoto não se acomodaria a rótulos, a inquietude é um fato determinante de sua persona.
As pinceladas que o diretor apresenta da revolução pessoal/musical de Dylan no início da película ocupam toda a segunda parte, a qual mostra a mudança de ídolo pop para alguém que modificou todo o cenário da música a partir de 1965, eletrificando as melodias e enriquecendo as letras de maneira inédita e inigualável.
muito satisfeito com o fato desse documentário não ser narrado