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Data de lançamento
29 Jan. 2010Duração
O pai tem grandes planos para o filho adolescente, o filho não tem lá grandes vontades do que quer que seja. Eis que morre uma mãe, nunca presente em imagens, e chega com ela a filha que nunca conviveu com esse núcleo masculino. A jovem bela representa um real perigo, prestes a destruir o lar, pois este ser perverso e inocente, infantil e ferozmente sexual vai ao mesmo tempo desafiar o pai e seduzir o irmão.
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Drama finlandês rodado há cerca de 15 anos, mas que vi somente agora. Os cineastas nórdicos, herdeiros ou não do grande Ingmar Bergman, sempre focam os problemas de relacionamento familiar. Aqui a coisa vai mais fundo porque há a sugestão de incesto entre irmã e irmão que viviam separados e agora vivem sob o mesmo teto, a casa do pai. Mas o filme não rende grandes cenas, não é lá muito interessante de se acompanhar.
Ninguém achando estranho essa frieza entre os personagens? (O pai, principalmente)
A filha era problemática, mas, por fim, FILHA dele também e ele foi tão insensível com ela. Isso é o que mais me deu raiva no filme, não o incesto.
Ah, deixa eles fazerem a merda que quiserem, se quebrarem a cara, problema deles.
Realmente um filme que deixa uma sensação estranha, o comportamento irresponsável dos irmãos era algo que dava raiva. A atitude do pai podia até ser totalitária, mas de algum modo compreensível, ele criou o filho pra ter um bom futuro mas agora via ele se perder por uma má influência.
Só não entendia o porquê do pai deixar o filho colocar tranca na porta do quarto sendo que a casa era dele. Ele era passivo demais em deixar o filho fazer o que bem entendia debaixo do seu teto, se o garoto sabia o queria fazer, tirava as mordomias dele, botava pra fora de casa, deixava ele se ferrar na vida sem ajuda nenhuma. Os filhos eram rebeldes mas tinham casa e condição financeira pra gastar com maconha, tatuagem e viagem.
De um modo geral um filme interessante devido ao clima desconfortável por causa das insinuações de incesto, não gostei muito do final aberto e achei a trilha sonora dos créditos finais meio fora de contexto com a temática do filme, mas ainda sim valeu a conferida.
A chegada da filha desconhecida evidencia o passado da relação conturbada entre o pai e a mãe, um passado possivelmente autoritário que levou à separação do casal e às frustações decorrentes da ausência da mãe para o filho e do pai para a filha. A relação entre o pai e sua mulher atual também demonstra sua personalidade controladora. O incesto pareceu-me algo irreal, que o pai acredita para não ter que se reconectar ao passado, um motivo para se livrar das relações indesejadas. De qualquer forma ele tenta controlar todas essas circunstâncias, o que é impossível face seu desejo de decidir sobre a vida dos filhos e da atual esposa.
Polêmico..