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O correspondente de guerra Roger East com a ajuda do jovem José Ramos-Horta viaja para Timor Leste para investigar e contar ao mundo a história de cinco jornalistas australianos que testemunharam as atrocidades cometidas pelas forças indonésias durante a invasão do pequeno e desprotegido Timor Leste.
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Não deixa de ser um filme bom, mas como já comentado por aqui, enfatiza mais o martírio dos jornalistas australianos (com todo respeito às suas mortes) do que o genocídio timorense.
Apesar de ser difundido como um dos poucos filmes que se atreveram a narrar as atrocidades que o governo indonésio aplicou contra a população timorense-oriental, a sinopse do filme deixa claro o que é interessante aqui: destacar o heroísmo martirizado dos jornalistas australianos, numa opção ideológica narrativa pusilânime que enche de vergonha o espectador interessado em apreender algo de histórico neste filme, em que a direção recorre aos piores clichês de ação imaginados, deixa-se contaminar pela trilha sonora 'new age' da Lisa Gerrard (que é ótima isoladamente, mas, enquanto trilha sonora, beira o xaroposo) e não tem coragem de assumir um ponto de vista, mentindo descaradamente ao propagandear uma adesão à causa histórica representada no mau roteiro. Um filme vergonhoso: uma pena! (WPC>)
É incrível como a profissão de jornalista ganha ares de heroísmo quando retratadas em situações limites. E, de fato, muitos eventos acabam ganhando impacto maior e dimensão mundial porque são reportadas por jornalistas. Aqui, em Balibo, não é diferente. Novamente, temos um grupo de jornalistas que, em busca "da notícia", do ineditismo, "da realidade", vão ao extremo nessa busca e se veem diante de um conflito internacional "patrocinado" pelas potências. Não há muitas produções sobre o Timor Leste, pois é um país que tem sua importância reduzida, seja política ou estratégica, mas por isso que esse filme tem sua força ampliada. Acabamos vendo o que poucos tiveram a oportunidade. A direção opta por manter o caráter documental para intensificar a tensão. Também, a opção narrativa da mais vida e ritmo ao filme, pois, ao mesmo tempo em que acompanhamos o jornalista Roger East em busca do que teria acontecido com um grupo de jornalistas na linha de frente (em Balibo), podemos ver os flashbacks. LaPaglia da bastante densidade ao personagem, Viegas também faz uma narrativa muito dramática. É um filme, como disse, que tem o forte caráter documental, mas privilegia a bela fotografia. O aspecto mais forte do filme é a própria trama, a barbárie que acontece diante do mundo e ninguém se preocupou. Belo filme!
É bem interessante a narrativa, com boas atuações e uma história bem peculiar, você realmente nunca vai conseguir desvendar o final, e isso é certo!
:(