Catherine, uma jovem mulher de trinta anos, se muda de volta a Luxemburgo para se reconciliar com sua filha Alba (10), que ela tinha confiado à sua mãe Elizabeth (55) dez anos atrás. Alba é fria e distante com esta estranha que reaparece em sua vida e ferozmente resiste às suas tentativas de reconciliação.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Gostei mais da estética, e fiquei no aguardo da Isabelle entrar em cena (demoroo ) porque a filha e a neta, putz nao curti muito não....
A filha da Isabelle Huppert se parece tanto com ela que eu estava assistindo o filme pensando ser a Isabelle(e achando ela conservada), se ela não tivesse aparecido no final eu estaria até agora pensando que era ela.
É tarefa inviável a tentativa de contemplar em um comentário a riqueza do roteiro bem como as sutilezas das atuações. Vale desde então destacar que a seleção de atrizes para avó, mãe e filha foi perfeita e favorece que os temas abordados sejam pensados e sentidos com certo grau de familiaridade. É um filme sobre uma tentativa de recomeço, sem dúvida magnífico por abordar feridas humanas que não se restringem a uma cultura ou a um grupo de determinado nível sócio-econômico.
O filme reitera a verdade de que as relações familiares são espinhosas e perturbadas, e que a novela familiar de cada um é atravessada por mágoas e não-ditos. É interessante notar que o relacionamento entre mãe e filha não é abordado como se representasse "o preto ou o branco", mas sim é expresso por momentos de acordos, sincronismo, boa comunicação... E outros nos quais os conflitos ressurgem. Céu e inferno estão mesclados. Assim, a tentativa de reaproximação de Catherine não se dá nos moldes de um "período problemático" que é superado após um acerto de contas dando origem a uma vida nova. O roteiro descarta estes três tempos imaginários para mostrar tanto "idas e vindas" quanto, acima de tudo, a realidade de que os mesmos conflitos reaparecem, a despeito de já terem sido verbalizados e aparentemente resolvidos.
Ótimas atuações da menina e sua mãe!
A Isabelle é um monstro, mas infelizmente só faz uma participação, senti mais falta dela e embates com a filha/neta.
De qq forma, o filme apesar de ter uma pegada lenta e arrastada, o tema é delicado
Gente, não sabia que essa Lolita é filha da Isabelle...
Isabelle Huppert já havia trabalhado com sua filha em outras produções, sendo Copacabana' a mais famosa delas e foi provado ali uma química muito boa entre as duas. Retornando novamente com Barragem, o filme é inteiro de Lolita Chammah e serve para evidenciar o seu talento que espero que vá além da citação " ela é filha daquela atriz"
Barragem é sobre o momento crucial da vida de uma mulher tentando acertar os pontos com seu passado, marcado por abandono e outros desagrados. Não há nada de excepcional no roteiro, apenas aquelas velhas armas de reconhecimento e aproximação familiar, mas tudo parece estar tão encaixado aqui e tão bem dirigido que qualquer clichê se sobressai