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Cinema, futebol, fotojornalismo e a intimidade com o poder. O retrato de um homem que se projeta como protagonista na história de seu país.
Luiz Carlos Barreto é muito mais do que um dos maiores nomes do cinema brasileiro. Cidadão do mundo, nascido na cidade de Sobral, no Ceará, Barretão é o grande ícone da cultura brasileira. Ele figura como um grande formulador de políticas para a produção cultural do país e líder da busca de soluções para tornar a indústria audiovisual no Brasil autossustentável. Como produtor, Luiz Carlos Barreto tem em seu currículo uma grande lista de títulos importantes, incluindo um dos filmes mais vistos da história do cinema brasileiro, Dona Flor e seus dois maridos, assistido por mais de 10 milhões de espectadores e que até hoje detém o recorde de maior bilheteria do cinema brasileiro no exterior. Também foi responsável por duas indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro: O Quatrilho e O que é isso, companheiro?. Mas o cinema é apenas uma das esferas pela qual Barretão transita. Futebol e fotojornalismo também estão presentes de maneira incisiva em sua vida. Barretão, o filme, será o retrato de um homem que se projeta como protagonista na História de seu país. Retrato revelador dessa História, trazendo personagens marcantes de todas as áreas e abrangências. Histórias de quem conviveu e convive intimamente com esses personagens, narradas por um grande contador de casos. Sim, esquecemos de mencionar antes, Barretão é também um envolvente e carismático contador de histórias. Contadas em tom intimista, essas histórias serão a base do documentário. Junto a elas, utilizaremos as belíssimas fotografias do fotógrafo Barretão e as imagens dos clássicos do cinema brasileiro produzidos por nosso protagonista. Outras imagens de arquivo históricas também irão compor esse rico e complexo retrato de um homem cuja história de vida tem profunda intimidade com a História do Brasil. Barretão, o filme será um documentário de longa-metragem para o cinema e terá uma versão exclusiva para a TV. A direção é de Marcelo Santiago, a fotografia de Walter Carvalho e a produção de André Saddy. Barretão, ame-o ou veja-o!
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Um documentário obrigatório para refletir a história do cinema brasileiro e sua relação com o contexto político de produção dos filmes, desde o cinema novo, passando pela Embrafilme, a retomada e a criação da Ancine (um monstro de sete cabeças surgido na catástrofe do 11 de setembro, segundo LCB) em 2001 e durante o lulismo.
Além da dimensão pública, curiosidades da esfera dos bastidores do fotojornalismo como a relação entre Assis Chateaubriand e Getúlio Vargas e da produção dos filmes como a relação da cachorra Baleia de Vidas Secas com a família Barreto e do ex-presidente Fernando Collor como assistente de direção de Cacá Diegues em Joanna Francesa, revelam a importância da figura de Barretão enquanto patrimônio vivo da imagem do tempo e do movimento da Terra Brasilis.