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Data de lançamento
30 Jan. 2014Duração
Éramos então um só ser duplo vivo transformado com duas cabeças pensando e logo nos tornamos símbolo da perfeição do novo ser em sua máxima evolução e potência e desejo e vontade e expansão e começamos a viajar pelo universo por todas as galáxias divulgando nossa dupla de repentistas punk-rock completos porque a Terra havia ficado pequena demais para nós dois.
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Um completo delírio. Gostei da fotografia e o maravilhoso sotaque paraibano.
Batguano mostra um Batman mutilado vivendo com seu companheiro Robin em um mundo pós-apocalíptico. O roteiro é cheio de metáforas e o grau de amadorismo na direção não atrapalha em nada.
- esses dois nunca enganaram ninguém
- tem muita coisa interessante, que talvez cairia ainda melhor com um tratamento no roteiro ou mais orçamento
- mas por ser bem sensorial e contemplativo, da forma que foi tenha ficado melhor
- parece que o jogo do relaciomaneto abusivo mudou
- batman com sotaque nordestino, perfeito
David Lynch encontra a dupla dinâmica na Paraíba.
O filme independente do diretor Tavinho Teixeira sobre um casal abusivo, porém simbiótico formado por já coroas Batman e Robin versão tupiniquim num futuro sombrio assolado por uma epidemia que já tomou 50% da população mundial (profético enough, 2020?), já mostra o que esperar dele em suas duas primeiras cenas.
É explícito, experimental, não-linear, metalinguístico e nada do que você espera, tendo lido esta breve tentativa de sinopse. A dificuldade em categorizá-lo, pra mim, depõe mais a favor do que contra.
Existe uma pá de boas ideias, como por exemplo, nesta realidade distópica, banana valer mais que ouro e as cenas que quebram a diegese, mostrando câmera, equipamentos de iluminação e o telão atrás do carro que "dirigem", nos tirando do transe fílmico e evidenciando o artificialismo do "fazer filme", só para nos convidar a embarcar novamente na proposta. O problema é que nem sempre funciona.
Diálogos e atuações que são poéticos e flertam com a subjetividade; as escolhas da direção de arte são obviamente limitadas pelo orçamento e a montagem que evita convenções narrativas, abre mão de fluidez e aposta em recortes; ora sugerem um filme corajoso e contestador, ora um projeto de final de curso de universidade cheio de pretensão.
Mas não me arrependi de tê-lo assistido, pois apesar dos pesares, a entrega do diretor (que também interpreta Robin) é louvável.