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Data de lançamento
4 Nov. 1998Duração
Tommy 'Buns' Bundy (DMX) e seu amigo Sincere (Nas) são bandidos que aprenderam a ganhar a vida traficando drogas e fazendo assaltos à mão armada. Tommy e Sincere conseguiram sair do gueto de Queens, onde foram criados e se mudaram para uma parte sofisticada de Manhattan; eles parecem ter conseguido, mas ambos percebem que suas vidas estão caminhando para um beco sem saída. Sincere começa a entrar em contato com suas raízes africanas e tenta convencer sua namorada Tionne (Tionne 'T-Boz' Watkins) de que eles deveriam emigrar para a Pátria, enquanto Tommy tem um despertar religioso e se junta à Nação do Islã.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Pode conter spoiler yoh !!!
Tem uma coisa dessa cultura negra americana, que nao me desce, e pelo teor dos comentários aqui do Brasil, me parece que tem uma turminha que compactua, o negro mata o negro por dinheiro, trafica, vive uma vida estereotipada, se comporta como marginal, trata as mulheres como vadias,e muitas parecem adorar ser tratadas como, traem como se respira, enaltecem a violência e o luxo, basta um tanto de dinheiro e a negritude vai pelo ralo, mansão, carrão e loiras...trai companheiros por poder...ou seja...o Gangsta e um estilo de vida que só trás desgraça social e de espirito...mas o ego,bom, e só um estilo cultural...
Mas é um povo que se cria um vitimismo estupido ,e dai se um a cada nove negros anda armado, e dai se nos vestimos todos como gangue, e dai se traficamos e matamos nosso próprio povo,e dai se nao tenho remorso nem dó de ninguém a nao ser de mim, se a policia para...hooooe pq sou negro!!!! Se alguém muda de calçada Hooooo e pq sou negro...nao tenho oportunidade pq fui procurar emprego vestido como o cara que assaltou o mesmo lugar que fui procurar emprego...hoooo e pq sou negro...No final e parecido com as favelas do Brasil, a juventude vê e copia, enaltece e se destrói igual em nome desse movimento que leva do nada para lugar algum ,e ao invés de uma revolução real contra tudo que esta ai, se prefere encarar o estereotipo e viver a violência e luxo pq e cool !!!
Esse filme e sobre isso...cada cena..e o monologo do ministro e sobre isso...um ciclo autodestrutivo que se acredita de verdade em seu próprio vitimismo em nome dos excessos ...a favela venceu, yoh nigger...no final a culpa e sempre dos outros..
Belly, dirigido por Hype Williams em sua estreia no cinema, é um filme que se destaca pela sua estética marcante, atuações cruas e uma abordagem que deixa uma impressão forte no gênero dos dramas criminais urbanos. Lançado em 1998, o filme segue Tommy (DMX) e Sincere (Nas), dois amigos envolvidos no mundo do crime, enfrentando escolhas difíceis, consequências pesadas e a busca por redenção em um ambiente sombrio.
As atuações de DMX e Nas são um dos grandes pontos altos. DMX, como Tommy, entrega uma performance que parece vir direto da sua própria vida. Quem conhece a história turbulenta do rapper — cheia de problemas com a lei, lutas pessoais e uma energia intensa — entende por que ele brilha tanto. Ele não está apenas interpretando; parece que está vivendo Tommy, com uma mistura de raiva, vulnerabilidade e carisma que prende a atenção. Nas, como Sincere, traz um contraste mais calmo, mas igualmente poderoso. Ele mostra a luta interna de alguém que quer escapar do crime, mas está preso por lealdade e circunstâncias. A química entre os dois é tão natural que dá vida ao filme.
A direção de Hype Williams é um dos elementos que fazem Belly inesquecível. Conhecido por videoclipes icônicos de artistas como Tupac, Missy Elliott e Busta Rhymes, Williams trouxe sua experiência de criar visuais vibrantes e dinâmicos para o cinema. Seus clipes já eram famosos pela qualidade visual, com cortes rápidos, cores vivas e uma energia que revolucionou o hip-hop nos anos 90. Em Belly, ele adapta esse estilo, mas com um tom mais sombrio. A fotografia, feita por Malik Hassan Sayeed, usa uma paleta de cores escuras, com tons de azul, verde e preto, e poucas cenas de dia ou com cores vivas. Essa escolha, embora possa não agradar quem prefere algo mais colorido, é claramente intencional, refletindo o mundo pesado e sem esperança dos protagonistas. As técnicas de videoclipe, como transições estilosas, ângulos criativos e uma trilha sonora pulsante, criam uma experiência visual única que, mesmo parecendo exagerada às vezes, era inovadora para a época e ainda influencia filmes do gênero.
O roteiro não é o ponto mais forte. A história segue um caminho meio previsível de ascensão e queda no crime, com alguns momentos que parecem desconexos.
Mas o final é um destaque positivo. Diferente do padrão de filmes assim, onde os protagonistas geralmente morrem ou são presos, Belly aposta em um desfecho que sugere redenção. Para alguns, pode parecer meio clichê, mas é refrescante ver um filme desse gênero dando uma chance de mudança aos personagens, em vez de só puni-los.
É uma fala poderosa, cheia de emoção e reflexão, que resume a mensagem do filme sobre deixar a violência para trás e buscar um propósito maior. A entrega do Ministro é tão forte que dá um peso extra ao final, reforçando a ideia de esperança e transformação.
Em resumo, Belly brilha mais pelo visual e pelas atuações do que pela história. DMX e Nas entregam performances autênticas, com DMX se destacando pela naturalidade que reflete sua própria vida. A experiência de Hype Williams com videoclipes eleva o filme a outro nível, com uma fotografia escura e estilizada que, mesmo não sendo para todos, captura perfeitamente o clima dos protagonistas. A qualidade dos clipes de Williams, conhecida por sua inovação e impacto visual, se reflete no filme, tornando-o uma obra única. O final, com sua mensagem de redenção, e o discurso do Ministro, cheio de força, fazem Belly se destacar. Não é perfeito, mas é um filme marcante que deixa sua marca.
E novamente, o que foi esse discurso do pastor no final? É longo, deu um trampo, mas essa mensagem precisa ser passada sempre:
Eu sabia que você estava vindo, então mandei todo mundo embora, porque acreditei que meu momento final tinha chegado. Antes de você puxar esse gatilho e tirar minha vida, gostaria de ter a chance de te contar algumas coisas, talvez para você pensar depois que eu me for. Não se preocupe comigo enrolando. Meu povo tem ordens de me deixar com meus estudos por mais 15 minutos. Vou levar só cinco. Você aguenta me ouvir? Vai? Então decide. Hoje marca a mudança não só de um novo ano, mas de um novo milênio. Olha ao redor. A maioria dos jovens anda pelas ruas lidando com drogas, sexo e violência, pensando que essas coisas não têm efeito real na vida. Crimes sem punição real. Uma geração indiferente, sem sentimento, sem conhecimento de si mesma. Esse é o futuro da nossa nação, o futuro do nosso povo. Você acha que o ódio e o mal vão ficar impunes? O mundo agora está sentindo o calor das chamas que mantém acesas desde o início da civilização. Você representa esse fogo. Você e eu somos só uma pequena parte do plano de Deus. Os homens maus deste mundo usaram todos os métodos possíveis para enganar seus ocupantes e cada vez com mais sucesso do que o esperado. Mas não mais. Hoje à noite, com este novo milênio, Deus vai começar a vencer esse mal. Eu represento a verdade para o povo. Sem verdade, nada é sagrado. A mentira, é disso que o diabo se trata. Meu irmão, você já sabe disso. Porque é por isso que você está aqui. A verdade é que todos nós temos um papel grave na nossa própria destruição. Seu dinheiro. Seus estilos de vida. As coisas que as pessoas valorizam e cobiçam tanto são a isca que as tira da luz. Através do amor pelos outros, eu tenho poder. A verdade me dá isso. Aqueles que me temem te mandaram aqui, aqui para matar tudo o que eu digo. Eles usam o que você teme contra você. Seu medo da morte. Seu medo da prisão. Onde neste mundo alguém está seguro da morte? Você vê as mentiras que te contaram? O caminho que você toma não é seu. Você já pensou como uma vida é preciosa? Como é difícil criar? Como foi fácil e displicente para você tirar? Dez! Irmão, me ajuda. Me ajuda a fazer o que é certo. Me ajuda a parar o massacre dos nossos filhos. Me ajuda a acabar com o desrespeito e a desonra do nosso recurso mais valioso, a mulher negra. Me ajuda a acabar com a destruição da mente jovem através do uso de drogas, álcool. Me ajuda a construir uma população de grandes pensadores. Pessoas que criam mudanças através da reflexão e espiritualidade. Você vai escolher essa verdade? Vai? Você vai escolher a luz em vez da escuridão? Você vai escolher a vida? É hora. É hora, cara. É hora.
Eu já tinha assistido esse filme, mas faz muito tempo e não me lembrava de algumas coisas, só revendo que eu tive aquela sensação de deja vu. Mas valeu a pena rever.
Assistido em 19/07/2026
ótima. Amei a fotografia e a estética desse filme e da até pra entender ne, o diretor Hype Williams é diretor de videoclipes famosos, a maioria de hip-hop.
Tem o Nas, DMX e a Taral Hicks, mas nenhum deles me surpreendeu no quesito atuação. A história até tenta ir por um caminho, mas se perde muito, e só no final que tem um rumo.
Acho que o diretor só errou nesse ponto, podia ter explorado melhor o roteiro. A cena final vale muito a pena, o diálogo é impactante e perfeito. Super recomendo.
Pra quem curte rap, ter o Nas e o Dmx no elenco já é motivo pra assistir, e ainda tem uma participação do Method Man, no meu caso eu curto mais o rap nacional, e assisti esse porque curto filmes nesse estilo e eu teria assistido mesmo se não tivesse esses rappers no elenco. Eu gostei, a última cena do
Dmx desistindo de matar o pastor e dando um abraço nele foi bem bonita.
A cena/monólogo final...