Chico ganha a vida consertando fornos, nos quais ele facilmente entra devido ao seu tamanho. Face a um sistema que o exclui, não lhe resta outra alternativa que não seja a de se colocar em resistência.
Coloquei pra ver achando que era um longa, me surpreendi quando vi o tempo de duração. Em pouco tempo já me senti conectada ao personagem e a primeira cena antes do nome do curta me arrancou uma risada sincera
"Chico (Giovanni Venturini, soberbo!), é um homem com nanismo e vive de consertar fornos. No seu infinito particular, é um cara introspectivo, seco, com traumas. Em síntese, um cara sofrido por sua exclusão social. Ele se realiza quando está na função que lhe restou ou que gosta de fazer: consertar fornos, de preferência daqueles enormes em que ele possa entrar e, finalmente, se encaixar em alguma coisa. É dentro desses fornos que ele se reconhece enquanto pessoa, homem, profissional e, principalmente, reconhece a sua capacidade. É nesse breve momento que o seu saber técnico se sobrepõe aos demais que lhe enxergam como um corpo supostamente deficiente e descartável. "
Minha crítica desse curta que já nasce clássico: cineset .com .br/critica-big-bang-carlos-segundo/
Até então, gostei bastante de tudo o que vi desde diretor. Mas este filme se sobressai pela excelente construção do protagonista: o ator Giovanni Venturini é muito eloqüente e consegue emocionar-nos tanto nas cenas mais dramáticas (o diálogo com a tia, por exemplo) quanto no desfecho catártico. Por mim, assistiria às suas tentativas de enfrentamento vital por mais tempo: as situações são bem desenvolvidas, ampliando a polissemia do título. Extraordinário! (WPC>)
ótimo curta! e como assim eu nunca tinha ouvido falar dessa banda Porcos Borboletas? curti muito a música.
Coloquei pra ver achando que era um longa, me surpreendi quando vi o tempo de duração. Em pouco tempo já me senti conectada ao personagem e a primeira cena antes do nome do curta me arrancou uma risada sincera
"tia, é pra ligar o fogão, não o forno".
"Chico (Giovanni Venturini, soberbo!), é um homem com nanismo e vive de consertar fornos. No seu infinito particular, é um cara introspectivo, seco, com traumas. Em síntese, um cara sofrido por sua exclusão social. Ele se realiza quando está na função que lhe restou ou que gosta de fazer: consertar fornos, de preferência daqueles enormes em que ele possa entrar e, finalmente, se encaixar em alguma coisa. É dentro desses fornos que ele se reconhece enquanto pessoa, homem, profissional e, principalmente, reconhece a sua capacidade. É nesse breve momento que o seu saber técnico se sobrepõe aos demais que lhe enxergam como um corpo supostamente deficiente e descartável. "
Minha crítica desse curta que já nasce clássico: cineset .com .br/critica-big-bang-carlos-segundo/
Até então, gostei bastante de tudo o que vi desde diretor. Mas este filme se sobressai pela excelente construção do protagonista: o ator Giovanni Venturini é muito eloqüente e consegue emocionar-nos tanto nas cenas mais dramáticas (o diálogo com a tia, por exemplo) quanto no desfecho catártico. Por mim, assistiria às suas tentativas de enfrentamento vital por mais tempo: as situações são bem desenvolvidas, ampliando a polissemia do título. Extraordinário! (WPC>)
Na beira da marginalidade
Na exclusão e na opressão
Poucos minutos que dizem muito
Como resistir a isso? Chico acho um caminho.
A cena do
acidente - sua chance de continuar vivendo e uma forma de vingança e resistência - a explosão é sensacional
Confesso que quando terminou eu fiquei querendo mais.