Após o frenesi causado pelo lançamento do livro "Na Estrada", em 1957, Kerouac passou um período retirado na cabana de Ferlinghetti, seu amigo, poeta e dono da City Lights Books, editora que publicava (e ainda publica) livros da geração bat. Na região de Big Sur, na Califórnia, ele dedicou seus dias à escrita deste novo romance.
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Tão ruim que nem lembrava que vi.
Esse é sem dúvida um dos piores filmes de adaptação de obras de grandes escritores.
Texto que escrevi no meu site:
"Na vasta obra de Jack Kerouac, Big Sur está entre minhas favoritas. É a visão do escritor sobre as três semanas que passou isolado em uma cabana na região que leva o nome do livro e como esse período afetou a sua cabeça.
Como de praxe, Jack junta pensamentos com filosofadas e flashbacks de forma desenfreada, dando a impressão de que está ao lado do leitor contando a história com tamanha empolgação. Não é uma leitura fácil, mas quando se atinge o ritmo necessário, torna-se prazerosa.
Big Sur foi adaptado para o cinema em 2013 e cumpre bem seu papel ao transpor para um filme esse estado de inquietação do cara. Os trechos que acontecem em cidades também me agradaram, por retratar de forma convincente as reuniões da galera beatnick, em um Estados Unidos dividido entre o conservadorismo e a porra-louquice."
Tem Kerouac, seus amigos beat e toda a loucura filosófica deles e suas eternas viagens de um canto a outro, sempre bebendo e fumando. Tem muita depressão também. Achei um filme interessante.
“All over America highschool and college kids are thinking 'Jack Kerouac is 26 years old and on the road all the time hitch hiking', while there I am almost 40 years old, bored and jaded”
A adaptação cinematográfica de Big Sur acerta em capturar a atmosfera melancólica e por vezes solitária do livro, e nos brinda com imagens visualmente estonteantes, uma estética agradável e com monólogos e diálogos retirados de forma quase integral do livro. Contudo, falha em mostrar com maior profundidade os personagens icônicos da geração beat, tão bem explorados no universo literário de Kerouac e companhia. Como um filme, pode ser considerado como ligeiramente inconsistente.