Na periferia de Nova Iorque, Charley Davis (John Garfield), ganha um campeonato amador de boxe. Charley acaba despertando o interesse de um pequeno empresário de lutas, Quinn (William Conrad). A mãe de Charley, Anna Davis (Anne Revere), não quer ver o filho lutando, mas quando o pai dele é assassinado acidentalmente e a família começa a passar por dificuldades financeiras ele começa a lutar por dinheiro. Sua carreira tem uma rápida ascensão quando ganha uma luta atrás da outra, mas em pouco tempo um poderoso empresário do boxe, Roberts (Lloyd Gough), que tem um comportamento nada ético, planeja se aproveitar de Charley.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
É aquele filme que está sendo magistral e quando chegam os minutos finais você só torce pro final te agradar. E como eu gosto de finais que por mais que os personagens principais errem, no final eles aprendam com isso, esse foi um que me agradou.
Triste pelas perdas de Shorty e de Ben, que apesar de ser um personagem menor na trama e me surpreender a maior utilização do personagem dele, foi um dos melhores para e mais importantes para mim. Apesar de sabermos la no começo do filme que ambos morreriam. Mesmo sem ser apresentados a eles até aquela altura.
Como já comentaram ai embaixo, tem algumas mortes bizarras e meio sem sentido. Como a do próprio pai dele, que ficou totalmente sem contexto. Do Shorty, que apanhou praticamente do nada e de Ben que morreu de um tombinho de nada, apesar de já estar doente e poder morrer a qualquer momento.
Enfim, tinha uma lista com 3 filmes para hoje e esse era o mais longo e o que eu menos queria ver, no final me surpreendeu e talvez tinha sido minha melhor escolha.
Já estava preparando o textão arrebatado, prestar a grafar OBRA-PRIMA em letras maiúsculas, mas fiquei muito incomodado com a seqüência final, com a resolução que sabemos não ser definitiva, ainda que, para os propósitos do filme sob o 'star system', o tenha sido. Um defeito menor, entretanto: na prática, creio que quase todos nós faríamos a mesma coisa que os personagens evolvidos. É um dramalhão mui realista, que supera com louvor as limitações de gêneros e convenções narrativas de época. A personagem da mãe, rejeitando o estereótipo da judia usurária, é maravilhosa, bem como as demais personagens femininas. John Garfied está maravilhoso e mui sensível como o protagonista atolado de erros, combinando as vitórias no ringue com derrotas pessoais, mas ele é eclipsado pelas magníficas participações ao seu redor, com destaque para o sensível aproveitamento actancial do ex-boxeador Canada Lee. Não tinha como este filme dar errado, aliás: o fotógrafo é James Wong Howe; o roteiro foi escrito por Abraham Polonsky; Robert Aldrich é o assistente de direção; a montagem mereceu o Oscar que recebeu; e Robert Rossen revela-se muito mais que um artesão, no filme quintessencial sobre boxe. Esplêndido e desolador! (WPC>)
Como John Garfield era maravilhoso...
Filme 010/24
Visto em 06/02/2024
Bom filme sobre o submundo do boxe com uma pegada noir. A história é simples, mas prende a atenção. Uma grata surpresa, que vale a conferida!
Em termos de produção e atuações do elenco o filme merece elogios. A história que faz um retrato do mundo do boxe e da corrupção que existe nele para mim pareceu um tanto convencional e teve uma carga emocional menor do que pensei que teria, algo que a direção poderia ter trabalhado melhor.