Dirigido por
Data de lançamento
5 Jan. 2012Duração
Bombal narra a história real de uma das mulheres mais importantes da literatura ibero-americana. Genial escritora e amante obsessiva, María Luisa Bombal, magnética e apaixonada, foi a primeira a dar voz erótica literária à mulher. Uma criadora cuja cegueira emocional a conduziu a perder a razão e fazer de sua própria vida uma ficção completamente desmesurada, vingando com sangue as traições do amor.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
A vida de María Luisa Bombal é uma grande tentação para quem ousa abordar a sua biografia, pois é repleta de lances passionais completamente sedutores para quem necessita de uma história cheia de desenlaces melodramáticos. Ferrari abordou exatamente esse quinhão da vida dessa maravilhosa escritora e, apesar da contenção, acabou caindo em um filme acadêmico e formalmente conservador, apesar de às vezes emular o estilo Bombal de contar histórias. Uma das coisas de que mais gostei é a presença gostante dos "açudes" e da personagem sempre se banhar neles, pois quem leu os romances de Bombal sabe o quão simbólicos são esses banhos. O fato da câmera se focar obsessivamente no rosto dos personagens, ao ponto de deixar todo o décor sem qualquer menção e excluir qualquer pathos geralmente associado às paisagens, é uma técnica antiga, desde pelo menos A paixão de Joana D'arc do Dreyer, e visa, na minha opinião, a criar uma empatia instantânea com os personagens: maneirismo só perdoável se levarmos em conta outro efeito causado pelas tomadas extremamente fechadas escolhidas pelo diretor: o de causar o efeito de afogamento e falta de espaço para respirar.
Confesso que me decepcionei ao terminar de assistir a este filme. Apesar de concordar com Truffaut quando diz que "a arte cinematográfica só existe por meio de uma traição bem organizada da realidade. Todos os grandes cineastas dizem NÃO a alguma coisa". Ainda assim, achei a película muito voltada apenas para uma parte da vida de Maria Luisa Bombal. Apesar de ter sido esta a mais trágica e a que diz alguma coisa sobre a Santiago provinciana e não aceitadora do comportamento livre e excêntrico da escritora. Porém, no filme, o aspecto da escritora é abafado por uma obsessão amorosa. A fotografia é bonita, o figurino impecável, a atuação da Blanca Lewin tem força de ímã, porém a personagem da prima (Beatriz) é estupendo e muito pouco aproveitado até mesmo no que tange a uma teoria do feminino (nem mesmo falo no feminismo) numa América Latina espezinhada por piadas de escritores europeus (isso aparece de forma muito solta, como conversa de figurantes em uma festa onde o cheiro de tragédia mais uma vez é enfatizado na vida pessoal de Bombal). A relação dela com Pablo Neruda não é mencionada, nem a importância de sua formação em Paris como escritora e como mulher livre. Uma pena a condução ter sido tão estreita. Resta uma vontade imensa de conhecer o trabalho (os textos) dela que me pareceu enfrentar problemas de distribuição e de aceitação ao modo dos que enfrentou Anaïs Nin, por exemplo. No entanto, posso dizer que vale como ponta pé para pesquisas outras.
Blanca Lewin ,conhecida no Chile por seus trabalhos na televisão ,se sai muito bem como a passional escritora. É uma presença marcante na tela, como foi em "Na Cama".Sem ser exatamente bonita , é muito atraente e magnética.No mais , é um drama realizado de forma correta que vale uma conferida.
intenso! mto bem dirigido! photografia linda tbm! vale a pena!!!
A Blanca Lewin está incrível como Bombal! Super intensa! Fiquei com mta vontade de ler os romances da escritora.