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Duração
Um pescador promete à sua jovem mulher trazer todo o peixe do mundo se ela parar de fazer e desfazer seu crochê. Ele é obrigado a ir cada vez mais longe em busca de peixes. Ela, cada vez mais só, usa as linhas do crochê para trazê-lo de volta. Ao retornar ele traz excêntricos presentes encontrados no mar, até um dia sumir no horizonte. Em meio à degradação ambiental, barcos vazios e abandonados se avolumam como um grande cemitério de rara beleza, e Isaura ainda espera por João. O assoreamento da Baía de Sepetiba (RJ), um dia considerada a segunda maior produtora pesqueira do Brasil e hoje ocupada por indústrias, reflete no modo de vida daquela comunidade, e afeta o relacionamento entre Isaura e João.
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Esteticamente lindo com belas paisagens e fotografia e uma trilha bem encaixada e bonita. Pensei que o filme fosse uma metáfora para o distanciamento entre um casal, mas ao final “explica” a crítica ao assoreamento da Baía de Sepetiba. De qualquer forma, eu achei acima da média, não tanto pela crítica que fica muuuuito subentendida para ser impactante como merecia ser, mas pela arte em si que ficou bonita. É um filme totalmente contemplativo, mas achei bonito.
Que fotografia mais linda!
Começa muito bem e a premissa narrativa é ótima, mas, apesar da curta duração, desenvolve de maneira esparsa a situação titular: por mais óbvio que pareça, demora um tanto para que compreendamos o que ocorre em sua metade final. As informações denuncistas que aparecem nos créditos finais são primorosas, mas não servem como justificativa adequada para a vaguidade tramática. A fotografia é maravilhosa: lindas imagens do manguezal-sede! (WPC>)