Compartilhe "Calango Lengo: Morte e Vida Sem Ver Água" com seus amigos:
Link copiado para a área de transferência!
Sinopse
Calango Lengo, nordestino, tem que cumprir seu destino, sem ter o que pôr no prato. Na seca não há outra sorte: viver fugindo da morte, como foge o rato do gato.
Muito boa a representação da seca na caatinga, o Calango é simpático, a morte com cabeça de res e a N.Sra.Aparecida, todos bem desenhados. A música tb acompanha o roteiro. Bom filme brasileiro. Faz alusão a grandes escritores também - Morte e Vida Serverina de João Cabral de Melo Neto, O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos. Me fez lembrar da música Festa, de Luiz Gonzaga, canção que expressa muito bem a seca e depois a fartura com a chuva no Nordeste.
Já assisti um sem número de vezes e reassistirei ainda muitas mais. Emulando o estilo de desenhos clássicos como Papa-Léguas e Tom & Jerry, o curta de Fernando Miller - um carioca de pais paulistanos - é bastante maduro e consciente na forma de fazer humor com a realidade do nordestino do sertão. Os elementos da vivência são respeitados, e a força do homem sertanejo é o cerne da história, que fala sobre geografia, instinto de sobrevivência, fé, esperança e, implicitamente, em abandono estatal. É um curta tão delicioso quanto rico, tendo intersecções com, além de Morte e Vida Serverina do grande João Cabral de Melo Neto, grandes escritores e obras sobre o Nordeste: O Auto da Compadecida de Suassuna, Os Sertões de Euclides da Cunha, Vidas Secas de Graciliano Ramos, Súplica Cearense de Luiz Gonzaga, as obras dos cordelistas, entre muitos outros. Para coroar tudo, a animação apresenta uma qualidade e uma fluidez incríveis e o trabalho sonoro é excelente, com uma música que representa muito bem a região e ótimo uso dos elementos melódicos para representar a interação dos personagens. Na luta contra a morte, o sertanejo sempre se agarrará à fé, pois o mal não tem vez quando Nossa Senhora de Aparecida intercede por quem acredita nela. Maravilhoso.
Mostra a realidade do sertão nordestino que depende da chuva para sobrevivência. Só achei que o foco foi voltado para a religião, mas tudo bem.
Terminei com a sensação de "como assim eu nunca ouvi falar desse curta???"
Muito boa a representação da seca na caatinga, o Calango é simpático, a morte com cabeça de res e a N.Sra.Aparecida, todos bem desenhados. A música tb acompanha o roteiro. Bom filme brasileiro. Faz alusão a grandes escritores também - Morte e Vida Serverina de João Cabral de Melo Neto, O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos.
Me fez lembrar da música Festa, de Luiz Gonzaga, canção que expressa muito bem a seca e depois a fartura com a chuva no Nordeste.
Um dos curtas mais incríveis que já vi nessa vida. Toda a minha admiração por quem teve a sensibilidade de criá-lo.
(11/03/2021)
Já assisti um sem número de vezes e reassistirei ainda muitas mais. Emulando o estilo de desenhos clássicos como Papa-Léguas e Tom & Jerry, o curta de Fernando Miller - um carioca de pais paulistanos - é bastante maduro e consciente na forma de fazer humor com a realidade do nordestino do sertão. Os elementos da vivência são respeitados, e a força do homem sertanejo é o cerne da história, que fala sobre geografia, instinto de sobrevivência, fé, esperança e, implicitamente, em abandono estatal. É um curta tão delicioso quanto rico, tendo intersecções com, além de Morte e Vida Serverina do grande João Cabral de Melo Neto, grandes escritores e obras sobre o Nordeste: O Auto da Compadecida de Suassuna, Os Sertões de Euclides da Cunha, Vidas Secas de Graciliano Ramos, Súplica Cearense de Luiz Gonzaga, as obras dos cordelistas, entre muitos outros. Para coroar tudo, a animação apresenta uma qualidade e uma fluidez incríveis e o trabalho sonoro é excelente, com uma música que representa muito bem a região e ótimo uso dos elementos melódicos para representar a interação dos personagens. Na luta contra a morte, o sertanejo sempre se agarrará à fé, pois o mal não tem vez quando Nossa Senhora de Aparecida intercede por quem acredita nela. Maravilhoso.