Jagna é uma jovem determinada a trilhar o seu próprio caminho numa aldeia polaca do final do século XIX - um foco de fofocas e rixas contínuas, mantidas unidas, ricos e pobres, pela adesão a tradições coloridas e ao patriarcado profundamente enraizado.
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uma animação bem diferente vale a pena ver
A animação é literalmente uma grande obra de arte!
Mas não consegui simpatizar com nenhum personagem. Tudo no vilarejo gira em torno de fofocas, bens, ganância, luxúria e violência.
A história se passa no século XIX, mas a protagonista é uma camponesa que mais parece uma modelo, com o rosto harmonizado e maquiagem sempre impecável, o famigerado "iPhone face". Isso me tirava o foco constantemente.
Assistido em 15/06/26.
Agradou como tela, mas o filme não me transmitiu nada.Talvez para o povo Polonés faça sentido. Não me senti envolvida.
Jagna Paczesiówna (Kamila Urzedowska), uma humilde camponesa, forja seu destino ao se casar com um fazendeiro rico, Antek Boryna (Robert Gulaczyk), abalando a tradição da família e do vilarejo onde reside.
A dupla de cineastas poloneses DK Welchman e Hugh Welchman, que revolucionou o mundo da animação com o impressionante ‘Com amor, Van Gogh’ (2017 - indicado ao Oscar na categoria), retorna após seis anos com a mesma técnica de pintura a mão, ‘quadro a quadro’, nessa luxuosa coprodução Polônia/Sérvia/Lituânia. Inspirado no livro épico ganhador do Nobel de Literatura em 1924 ‘Os camponeses’, de Wladyslaw Stanislaw Reymont (1867-1925), o filme segue a trajetória de uma camponesa polaca no final do século XIX que abandona tudo para se casar com um fazendeiro rico, abalando a tradição local. Contra os pais e a própria comunidade, ela buscará seu espaço no mundo, enfrentando preconceito e abandono. É uma animação de época, para adultos, com roteiro sólido e narrativa bem lenta, que trata de temas como patriarcado, tradição familiar e liberdade da mulher. Tem um acabamento gráfico estonteante, com traços vivos e cores que saltam na tela, nos moldes de ‘Com amor, Van Gogh’ - o longa foi filmado com atores e depois os mais de 40 mil frames/quadros foram pintados à mão, por cima, por mais de 120 artistas plásticos. Pela técnica detalhista, o filme demorou seis anos para ser concluído. Uma obra única, que entra no seio dos ritos familiares poloneses para criar uma história intensa e marcante. Exibido nos festivais de Toronto, Tallinn, Valladolid e BFI, concorreu ao Annie Awards, considerado o Oscar de animação. Candidato da Polônia para uma vaga ao Oscar de 2024, ficou fora da lista final – uma pena, pois o filme seria um forte concorrente. Disponível na HBO Max e para aluguel na AppleTV, Youtube Filmes e Google Play.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB blogspot com
Obra prima em forma de filme, cada frame da pra tu tirar um print e usar de wallpaper de tão belo que é os traços, inacreditável que foi feito a mão, e o final apesar de trágico é maravilhoso, ela se liberta na tragédia.