"Sapovnela significa a flor que ninguém pode encontrar. Apresentamos este filme mudo (a narração foi imposta pela censura nos tempos da União Soviética, mas o filme foi proibido de qualquer maneira devido ao seu final). Esta foi a minha primeira tentativa de combinar música e core. Além disso, esta é uma história sobre o velho florista Mikhail Mamulashvili, que criou composições maravilhosas em seu pequeno jardim."
Otar Iosseliani
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Não apenas uma flor, mas um jardim enquanto discurso! No início, assustei-me com a falta de legendas na narração, mas logo compreendi que isso era intencional, em razão de o comentário ser imposto, em razão de a censura soviética não concordar com o apelo antidestrutivo do curta-metragem, que prefere à natureza ao cimento. Muito bonita a entrega do velhinho de 98 anos, que eterniza até mesmo as flores que morreram: belíssimos arranjos. Uma aula de resistência através da beleza. Este diretor é apaixonante! (WPC>)
um jardim-composição, jardim-poesia como última e florida manifestação do campesino, do contemplativo, do organicamente deleitoso... ventos e pétalas dançantes como singelas resistências contra a crescente rudez citadina, à aspereza das máquinas e das guerras sanguinárias, à inconveniência do concreto que transforma tudo em uniformidade e simetria crua e impessoal, dos tratores brutos e da grosseria ativa das metrópoles murchas; na sublime sonata floral, os tratores não são apenas ruídos estrangeiros, mas anti-musicalidade em si! adoro como as flores ganham um tecido bonito através dessas lentes dos anos cinquenta e sessenta, simplesmente belo e uma ode ao conservacionismo!