- é tão repetitivo que acaba se perdendo em si próprio - não usa bem o elemento sonho/alucinação, ai quando as coisas realmente acontecem não sabemos se é real mesmo e perde todo impacto - fotografia totalmente em preto e branco é desnecessária, podia ter usado em momentos pontuais - a mensagem acaba sendo o contrário do que eu espero que tenha sido a intenção
Estreia nas plataformas de streaming (para aluguel) ‘Carcaça’, um trabalho experimental escrito e dirigido por André Borelli, que acompanha um casal em crise que aos poucos enlouquece enquanto marido e mulher estão isolados em casa durante a pandemia. Alterna momentos amorosos com drama e suspense, com aspectos de filmes de terror psicológico. Tem pontos fortes e alguns duvidosos. Gosto da fotografia em preto-e-branco, um belíssimo trabalho que me atingiu profundamente, bem como os enquadramentos com close nos rostos dos personagens e os plongées que o diretor usa. Parte técnica nota 10. O aspecto de teatro, com apenas dois personagens em cena, também me seduziu. O problema está na entrega do elenco – Paulo Miklos é o marido, um homem bem mais velho, com temperamento de altos e baixos, e que se torna um cara possessivo – segundo o olhar da esposa; o ator, brilhante em filmes como ‘O invasor’ e ‘Estômago’, faz menos, falta uma pitada de excelência na performance, e vejo que o problema está na má direção dele; Carol Bresolin, uma jovem youtuber que fez participação em dois ou três filmes, no papel da jovem esposa, padece de garra e convicção para manter o papel forte e sério que é exigido – ela abusa de trejeitos, com caras e bocas de comercial de TV e vídeos de rede social – também faltou um olhar apurado do diretor para resolver isso. Tenta ser visceral, procura ter um clima de paranoia, até começa bem, só que com o tempo perde o fio. Queria ter gostado, mas não foi dessa vez... Disponível para aluguel no Total Play, Apple, Net Now, Youtube, Vivo, Amazon, Claro Video e Google Play, com distribuição da California Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Achei interessante um trabalho anterior do realizador, O TIO, sobre uma jovem que fica atormentada pela presença autoritária e agressiva de seu parente titular, mesmo que isso seja psicologicamente induzido. Aqui, o diretor, roteirista, editor e produtor repete a mesma estrutura esquizofrênica, mas direcionando-a a um enredo repetitivo, demarcado por inúmeras discussões de casal, cada vez mais violentas - e que, em seus julgamentos morais assimétricos, depõem principalmente contra a mulher. Os dois atores têm pouco a fazer com seus papéis, já que eles são parcamente constituídos: é tudo excessivamente estereotipado e indisfarçadamente machista. Enquanto o homem lê e toma vinho, o dia inteiro, a mulher se exercita, na esperança de poder publicar suas dancinhas de Instagram (o que depõe contra a origem 'tiktoker' de Carol Bresolin) e cheira as cuecas sujas de merda de seu marido. Sinceramente, um contra-senso, além de ser bastante cansativo na insistência por tornar progressivos os cacoetes de suspense, relacionados ao casal mutuamente destrutivo. A fotografia em preto-e-branco é preguiçosa e injustificada e a montagem é horrenda em seu sobejo de cortes e tremeliques. Comigo, não funcionou. Mas gosto pela tentativa de problematizar, genericamente, os tormentos convivenciais da época da pandemia... Ao menos, é curto! (WPC>)
- é tão repetitivo que acaba se perdendo em si próprio
- não usa bem o elemento sonho/alucinação, ai quando as coisas realmente acontecem não sabemos se é real mesmo e perde todo impacto
- fotografia totalmente em preto e branco é desnecessária, podia ter usado em momentos pontuais
- a mensagem acaba sendo o contrário do que eu espero que tenha sido a intenção
Fazia tempo que não via um filme tão ruim assim, o que é isso Miklos?
Vim com a hype alta e me frustrei. Achei uma bomba, apesar de gostar dos atores.
Estreia nas plataformas de streaming (para aluguel) ‘Carcaça’, um trabalho experimental escrito e dirigido por André Borelli, que acompanha um casal em crise que aos poucos enlouquece enquanto marido e mulher estão isolados em casa durante a pandemia. Alterna momentos amorosos com drama e suspense, com aspectos de filmes de terror psicológico. Tem pontos fortes e alguns duvidosos. Gosto da fotografia em preto-e-branco, um belíssimo trabalho que me atingiu profundamente, bem como os enquadramentos com close nos rostos dos personagens e os plongées que o diretor usa. Parte técnica nota 10. O aspecto de teatro, com apenas dois personagens em cena, também me seduziu. O problema está na entrega do elenco – Paulo Miklos é o marido, um homem bem mais velho, com temperamento de altos e baixos, e que se torna um cara possessivo – segundo o olhar da esposa; o ator, brilhante em filmes como ‘O invasor’ e ‘Estômago’, faz menos, falta uma pitada de excelência na performance, e vejo que o problema está na má direção dele; Carol Bresolin, uma jovem youtuber que fez participação em dois ou três filmes, no papel da jovem esposa, padece de garra e convicção para manter o papel forte e sério que é exigido – ela abusa de trejeitos, com caras e bocas de comercial de TV e vídeos de rede social – também faltou um olhar apurado do diretor para resolver isso. Tenta ser visceral, procura ter um clima de paranoia, até começa bem, só que com o tempo perde o fio. Queria ter gostado, mas não foi dessa vez... Disponível para aluguel no Total Play, Apple, Net Now, Youtube, Vivo, Amazon, Claro Video e Google Play, com distribuição da California Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Achei interessante um trabalho anterior do realizador, O TIO, sobre uma jovem que fica atormentada pela presença autoritária e agressiva de seu parente titular, mesmo que isso seja psicologicamente induzido. Aqui, o diretor, roteirista, editor e produtor repete a mesma estrutura esquizofrênica, mas direcionando-a a um enredo repetitivo, demarcado por inúmeras discussões de casal, cada vez mais violentas - e que, em seus julgamentos morais assimétricos, depõem principalmente contra a mulher. Os dois atores têm pouco a fazer com seus papéis, já que eles são parcamente constituídos: é tudo excessivamente estereotipado e indisfarçadamente machista. Enquanto o homem lê e toma vinho, o dia inteiro, a mulher se exercita, na esperança de poder publicar suas dancinhas de Instagram (o que depõe contra a origem 'tiktoker' de Carol Bresolin) e cheira as cuecas sujas de merda de seu marido. Sinceramente, um contra-senso, além de ser bastante cansativo na insistência por tornar progressivos os cacoetes de suspense, relacionados ao casal mutuamente destrutivo. A fotografia em preto-e-branco é preguiçosa e injustificada e a montagem é horrenda em seu sobejo de cortes e tremeliques. Comigo, não funcionou. Mas gosto pela tentativa de problematizar, genericamente, os tormentos convivenciais da época da pandemia... Ao menos, é curto! (WPC>)