A pedido de seu pai, Câline retorna ao quarto de seu filho para separar seus pertences. Os diferentes objetos que ela encontra irão lembrá-la de suas memórias de infância. Ao fazer isso, ela finalmente aceita aqueles de quem nunca será capaz de se livrar.
Os traços da animação são bonitos e a situação dolorosa pode ser "adivinhada" desde a primeira imagem, o que confere à confirmação da descoberta menos o aspecto de previsibilidade tramática que a garantia de uma chaga familiar que precisará ser debatida, inevitavelmente após a sessão. A diretora constrói a situação de maneira calma, cuidadosa, como as vítimas desse tipo de situação precisam, com respeito e sem julgamentos até mesmo contra os agressores, que são também incrivelmente acolhidos, a fim de se compreender o que pode ter desencadeado um clímax tão perturbador para os envolvidos. Muito bacana a abordagem, recomendo! (WPC>)