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Em 1964, dias após o golpe militar, Gustavo Dahl, cineasta e pensador do cinema brasileiro, escreve uma carta para o amigo Glauber Rocha, que estava em Cannes apresentando seu filme Deus e o Diabo na Terra do Sol.
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Ok, espero que o rapaz tenha sido aprovado na disciplina que recebeu este exercício de montagem como método de avaliação. O conteúdo da carta é mui relevante para a situação do Brasil atual. E é ótimo perceber que ele teve acesso a personalidades e arquivos importantes. Porém, enquanto obra cinematográfica, este produto é deveras falho: a narração da filha do autor da carta (a despeito do vínculo emocional profundo) é fria,, automática, assemelhando-se a uma gravação radiofônica de má vontade. Não há interpretação, sendo que as cenas inseridas dos filmes clássicos chegam a ser redundantes. Não fui contagiado pelo que é defendido, não senti nenhuma paixão por parte dos envolvidos, mas um exibicionismo tímido, como se estivesse perguntando-se "fiz certo?", o tempo inteiro. É um curta-metragem, porém quase interminável em sua desenxabidez afetiva, em sua narração monocórdica. Infelizmente, não funcionou nada comigo. Nada mesmo! Aliás, corrijo: as fotografias ao final são ótimas. Viva Gustavo Dahl! (WPC>)