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Descartes (1974), filósofo antecessor de Blaise Pascal na afirmação da racionalidade e do método científico.
Rossellini extrai trechos inteiros de algumas das obras fundamentais do pensador, como O Discurso do Método (1637) e as Meditações Metafísicas (1641), para compor as ações “dramáticas” do personagem. São procedimentos teóricos de Descartes, cuja função seria fundar a autonomia do pensamento racional diante da fé. Vale dizer que, naquela época, toda démarche racionalista tinha de ser, também, uma negociação com a autoridade religiosa. Donde, nas Meditações, Descartes precisar, primeiro, ocupar-se das provas da existência de Deus, para apenas depois afirmar que o Cogito (a Razão) se sustenta por si só. “Eu sou, eu existo”, deduz, pelo simples fato de pensar. A conclusão entrou para a história do conhecimento como a frase famosa “Penso, logo existo”.
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Filme genial sobre o filósofo e matemático francês René Descartes.
Alguns aspectos cruciais da vida do autor ficaram de fora infelizmente por diversos motivos.Mas acredito que o tempo foi algo que desprestigiou e trouxe certo desconforto para alguns e brindou com alegria e satisfação outros.
Naturalmente,a tentativa de demonstrar a vida do gênio,na época, é incabível para jovens na faixa dos 15 anos.Muito monótono,diálogos desinteressantes ,os conceitos epistemológicos e ciências naturais desmotivariam qualquer um que não tem familiaridade com as obras,não leu algo do tipo,principalmente ,não se interessando pelo tema ou disciplina.
Ora,o filme é do tempo que o cinema tinha sessões para assisti-lo.
Você saia da sala e depois do intervalo voltava.
Filme chato, que não representa bem a fascinante filosofia de Descartes. Eu, que li tanto O Discurso do método quanto as Meditações, acho que seria possível construir um roteiro muito mais interessante na mesma proposta do filme. A trilha sonora é muito estranha, e não combina com nada do que está se passando.
O domínio do diretor da filosofia do Descartes não é tão desenvolvido como tenta parecer. No final das contas, parece aquilo que vem naqueles livros de introdução a não iniciados em Filosofia,
Estava com a intenção de passar algumas cenas para os meus alunos, mas pouco foi aproveitado.
Rossellini faz um mergulho profundo na obra de Descartes. Destaque para os embates entre filosofia, religião e ciência.
Excelente filme. Mas que se diga que é um filme direcionado para aqueles que possuem interesse por filosofia, em especial aos que já tiveram algum contato com a filosofia de Descartes. O filme é parado e repleto de diálogos, dos quais se pode observar, em diversos momentos, passagens quase literais das obras do filósofo. Portanto, quem busca um filme que traga questões filosóficas por meio de cenas de ação ou algo que de algum modo entretenha, corre grande risco de se decepcionar com o filme.