Quando Nick Di Santo descobre que seu pai não só está vivo, mas pode, eventualmente, revelar a origem do obscuro presente de seu filho, ele sai em uma viagem que o leva a uma mansão abandonada que pensou só existir em sua imaginação de infância.
Tecnicamente falando é um filme decente, realmente não achei nada mal. Tem um bom elenco, (destaque pro Tobin Bell que tá parecendo um cracudo), a ambientação é excelente, uma bela fotografia, além disso a direção do Victor Salva consegue criar bons momentos de tensão e uma atmosfera que prende a atenção, e conta com excelentes efeitos práticos e uma maquiagem impecável, tem uma cena em específico que fiquei perplexo com a tamanha qualidade do trabalho da produção, esse sem dúvida é o maior ponto positivo.
Mas o que tem de bom acaba por aí, pois narrativamente falando, a obra é um desastre, uma verdadeira salada caótica sem pé e sem cabeça. O filme pega o tema clássico de "casa mal-assombrada" e joga no meio anjos, demônios, poderes psíquicos, profecias e um monte de personagens aleatórios (como a turma do topógrafo), o que torna a história muito inchada e até um pouco confusa de acompanhar.
Não só isso, mas tem diversos pontos da trama que não fazem o menor sentido, a seguir listei alguns:
1. A Confusão Conceitual (Anjos vs. Demônios) O filme nunca define claramente o que está acontecendo, o que é um grande furo conceitual:
Monstros Inconsistentes: Os "Ax Men" (Homens do Machado) são apresentados como slashers (assassinos genéricos), mas depois o filme sugere que eles são anjos caídos ou demônios. Se são anjos caídos, qual é o seu objetivo? Simplesmente fatiar humanos? A motivação deles é superficial e não se conecta de forma convincente com a mitologia de "guerra celestial".
Seth (O Pai) e a Mudança de Lado: O personagem de Seth (Tobin Bell) é uma bagunça. Ele é o pai demoníaco de Nick, o vilão, mas no final, ele salva Eve e o bebê. Se ele é a personificação do Mal na casa, por que ele faria uma ação para "o bem", que é contra todo o seu plano? Isso destrói a lógica do personagem principal.
A "Dark House" em Si: A casa é o epicentro do mal e da profecia, mas ela age de forma aleatória. Às vezes, ela prende as pessoas (todas as estradas voltam para ela), mas em outros momentos, permite que um grupo de jovens desorganizados fuja e volte com certa facilidade. Sua capacidade de influência é inconsistente.
2. A Incoerência da Habilidade de Nick O "poder" psíquico do protagonista, Nick, é mal utilizado e até contraditório:
O Dom Inútil: Nick tem a habilidade de ver a morte das pessoas, mas isso não o ajuda em momento crucial algum. Ele e seus amigos são constantemente surpreendidos pelos Ax Men. Se ele pode ver o futuro mortal, por que não usa essa informação para evitar os ataques ou traçar uma rota de fuga segura?
A Falta de Conexão com o Mal: O poder de ver a morte deveria ser um sinal de que ele é o herdeiro demoníaco, mas o filme não explica como essa habilidade se conecta com a profecia ou com o plano do pai dele. Parece ser apenas um gadget de roteiro abandonado.
3. Furos de Lógica e Enredo Esses são os erros práticos que comprometem a credibilidade da história:
Os Personagens Descartáveis (Topógrafos): O grupo de topógrafos que aparece para ajudar na busca (incluindo o que é chamado de Samael) é um exemplo clássico de excesso de informação. Eles introduzem a ideia da batalha entre anjos (Seth vs. um anjo bom) de forma rápida e confusa, apenas para serem massacrados logo depois. Eles não contribuem com nada para a trama, a não ser aumentar o número de corpos e a confusão mitológica.
A Profecia Apagada: O filme menciona uma profecia que envolve Nick, a casa e o bebê, mas ela é extremamente vaga. Para uma história que depende de um "destino" demoníaco, o roteiro faz um trabalho ruim em detalhar as regras dessa profecia. Por que o sacrifício do bebê é necessário?
O Rápido Abraço ao Mal: Nick leva pouco tempo para aceitar sua natureza demoníaca e matar seu amigo. Depois de passar o filme tentando entender a si mesmo, essa virada acontece de forma brusca e sem o desenvolvimento psicológico necessário para um personagem que descobre ser o anticristo ou algo parecido.
Em suma, você pode resumir a loucura do filme como: Uma sobrecarga de conceitos mitológicos e sobrenaturais inserida em um roteiro de terror B, onde os elementos mais interessantes (o dom de Nick, a profecia) são mal utilizados ou completamente esquecidos em favor de cenas de ação aleatórias.
Tecnicamente falando é um filme decente, realmente não achei nada mal. Tem um bom elenco, (destaque pro Tobin Bell que tá parecendo um cracudo), a ambientação é excelente, uma bela fotografia, além disso a direção do Victor Salva consegue criar bons momentos de tensão e uma atmosfera que prende a atenção, e conta com excelentes efeitos práticos e uma maquiagem impecável, tem uma cena em específico que fiquei perplexo com a tamanha qualidade do trabalho da produção, esse sem dúvida é o maior ponto positivo.
Mas o que tem de bom acaba por aí, pois narrativamente falando, a obra é um desastre, uma verdadeira salada caótica sem pé e sem cabeça. O filme pega o tema clássico de "casa mal-assombrada" e joga no meio anjos, demônios, poderes psíquicos, profecias e um monte de personagens aleatórios (como a turma do topógrafo), o que torna a história muito inchada e até um pouco confusa de acompanhar.
Não só isso, mas tem diversos pontos da trama que não fazem o menor sentido, a seguir listei alguns:
1. A Confusão Conceitual (Anjos vs. Demônios)
O filme nunca define claramente o que está acontecendo, o que é um grande furo conceitual:
Monstros Inconsistentes: Os "Ax Men" (Homens do Machado) são apresentados como slashers (assassinos genéricos), mas depois o filme sugere que eles são anjos caídos ou demônios. Se são anjos caídos, qual é o seu objetivo? Simplesmente fatiar humanos? A motivação deles é superficial e não se conecta de forma convincente com a mitologia de "guerra celestial".
Seth (O Pai) e a Mudança de Lado: O personagem de Seth (Tobin Bell) é uma bagunça. Ele é o pai demoníaco de Nick, o vilão, mas no final, ele salva Eve e o bebê. Se ele é a personificação do Mal na casa, por que ele faria uma ação para "o bem", que é contra todo o seu plano? Isso destrói a lógica do personagem principal.
A "Dark House" em Si: A casa é o epicentro do mal e da profecia, mas ela age de forma aleatória. Às vezes, ela prende as pessoas (todas as estradas voltam para ela), mas em outros momentos, permite que um grupo de jovens desorganizados fuja e volte com certa facilidade. Sua capacidade de influência é inconsistente.
2. A Incoerência da Habilidade de Nick
O "poder" psíquico do protagonista, Nick, é mal utilizado e até contraditório:
O Dom Inútil: Nick tem a habilidade de ver a morte das pessoas, mas isso não o ajuda em momento crucial algum. Ele e seus amigos são constantemente surpreendidos pelos Ax Men. Se ele pode ver o futuro mortal, por que não usa essa informação para evitar os ataques ou traçar uma rota de fuga segura?
A Falta de Conexão com o Mal: O poder de ver a morte deveria ser um sinal de que ele é o herdeiro demoníaco, mas o filme não explica como essa habilidade se conecta com a profecia ou com o plano do pai dele. Parece ser apenas um gadget de roteiro abandonado.
3. Furos de Lógica e Enredo
Esses são os erros práticos que comprometem a credibilidade da história:
Os Personagens Descartáveis (Topógrafos): O grupo de topógrafos que aparece para ajudar na busca (incluindo o que é chamado de Samael) é um exemplo clássico de excesso de informação. Eles introduzem a ideia da batalha entre anjos (Seth vs. um anjo bom) de forma rápida e confusa, apenas para serem massacrados logo depois. Eles não contribuem com nada para a trama, a não ser aumentar o número de corpos e a confusão mitológica.
A Profecia Apagada: O filme menciona uma profecia que envolve Nick, a casa e o bebê, mas ela é extremamente vaga. Para uma história que depende de um "destino" demoníaco, o roteiro faz um trabalho ruim em detalhar as regras dessa profecia. Por que o sacrifício do bebê é necessário?
O Rápido Abraço ao Mal: Nick leva pouco tempo para aceitar sua natureza demoníaca e matar seu amigo. Depois de passar o filme tentando entender a si mesmo, essa virada acontece de forma brusca e sem o desenvolvimento psicológico necessário para um personagem que descobre ser o anticristo ou algo parecido.
Em suma, você pode resumir a loucura do filme como: Uma sobrecarga de conceitos mitológicos e sobrenaturais inserida em um roteiro de terror B, onde os elementos mais interessantes (o dom de Nick, a profecia) são mal utilizados ou completamente esquecidos em favor de cenas de ação aleatórias.
O filme é tão ruim e constrangedor, que não consegui terminar de assistir...
Sinceramente? Gostaria que houvesse continuação. (25.11.19)
Gostei; acho interessante estes devaneios de quem escreve este tipo de história
Razoável !