Dona Pilar divide sua tranquila casa no interior do Peru com Consuelo, Milagro e Tuna. A rotina diária desta casa é interrompida por um telefonema de sua filha que irá visitá-la juntamente com a neta e a recém-nascida bisneta. Por uma noite essas três gerações de mães terão de conviver sob o mesmo teto.
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Fui ver esse filme porque gosto de cinema latino-americano e é meio raro ver filmes peruanos em cinemas brasileiros.
Tentei me empolgar, mas o enredo não ajudava (lá pelo meio do filme, eu já me perguntava por que não fui ver "Meu verão na Provença", que tinha uma sessão no mesmo horário).
O filme é monótono, mesmo quando a filha, a neta, o marido da neta e a bisneta chegam à casa de Dona Pilar, supostamente "quebrando a rotina diária". Claro que dá para notar ressentimentos e mágoas familiares (se entendi bem, entre outras coisas, a filha de Dona Pilar tem ciúmes da Tuna, a cachorra?! Gente, que vida), além da irritação e do cansaço da neta em estar ali com sua bebê. Aliás, esses familiares estão ali por obrigação e não porque queriam estar ao lado da matriarca.
Achei o filme cansativo, mas menos mal que dura só 1h30.
Esse filme me fez refletir muito. Enxerguei minha família ali. Só não me vi... Será que eu seria a Tuna?
Onde acho o link para este filme?
As sutilezas que escondem mágoas profundas de toda uma vida, por toda uma vida.
Filme conferido na 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A diretora estava presente na sessão para um debate final após a exibição do título. Como era de se esperar, a trama mostrou-se para poucos. Repleto de personagens femininos e um roteiro simplista, mas não opaco, o espectador é levado a um universo de sentimentos truncados que cerca uma família onde a matriarca de 81 anos é o destaque. Após receber a visita da filha e da neta, a rotina da senhora é sutilmente abalada, fazendo brotar na tela antigos desafetos e lembranças amargas. Apesar de arrastado e de não apresentar nada de muito novo em tramas deste tipo (relações familiares desgastadas), as atrizes são competentes, a fotografia caprichada e o 'entrosamento em cena' das mulheres um trunfo para a diretora divulgar o seu trabalho internacionalmente. Dei um voto de confiança para a jovem cineasta peruana...vamos esperar pelas próximas produções!