Marc, um garoto gay racialista, recebe diversas mensagens de ódio de um aplicativo de namoro gay. Depois disso, ele vai pela primeira vez a um Ballroom, a convite de seu amigo transexual Cacau.
Belíssimos e tesudos. As duas yags mais bonitas que já vi num curta metragem erótico, ambos com percentual de gordura super baixo e músculos definidos. Tem uma mensagem importante por trás até, mas que se esconde.
CatBoy, dirigido por Cristian Sitjas, tenta se posicionar como uma crítica ao racismo e à exclusão dentro da comunidade LGBTQ+. A premissa é clara: Marc, um jovem negro e latino, sofre rejeições em aplicativos de namoro por conta da sua raça. Até aí, tudo bem — o tema é urgente e merece atenção. Mas o curta falha justamente onde deveria ser mais honesto: na sua própria contradição.
Marc se queixa de que homens brancos não querem sair com ele por ele ser racializado. Mas o desfecho do filme é ele transando com um homem branco, musculoso, padrão, com direito a cena explícita e idealização estética. A crítica ao racismo se dissolve num desejo que segue exatamente os mesmos padrões que o filme supostamente condena. Isso não é subversão — é conformismo disfarçado de denúncia.
O resultado é um exemplo claro de moralismo autocomplacente: o filme aponta o dedo para o racismo dos outros, mas não se questiona sobre o que significa desejar apenas corpos brancos e normativos. Não há qualquer reflexão sobre o racismo internalizado, nem sobre como o desejo também é político. O protagonista não quer mudar o jogo — só quer ser aceito por ele.
Visualmente, o curta tenta compensar sua fragilidade narrativa com estética de videoclipe e atmosfera de baile queer. Mas mesmo o espaço Ballroom, historicamente criado por pessoas negras e trans, é usado aqui como pano de fundo para reafirmar o desejo por corpos brancos e dominantes. É como se o filme quisesse usar a cultura marginalizada como cenário, sem realmente se comprometer com ela.
CatBoy não é ousado. É previsível. E sua tentativa de provocar acaba revelando mais sobre o que ele evita discutir: que criticar o racismo exige mais do que se sentir excluído — exige também revisar o que se deseja, quem se idealiza e por que.
Eu não estava esperando para o que presenciei. Tesudo.
Belíssimos e tesudos. As duas yags mais bonitas que já vi num curta metragem erótico, ambos com percentual de gordura super baixo e músculos definidos. Tem uma mensagem importante por trás até, mas que se esconde.
CatBoy, dirigido por Cristian Sitjas, tenta se posicionar como uma crítica ao racismo e à exclusão dentro da comunidade LGBTQ+. A premissa é clara: Marc, um jovem negro e latino, sofre rejeições em aplicativos de namoro por conta da sua raça. Até aí, tudo bem — o tema é urgente e merece atenção. Mas o curta falha justamente onde deveria ser mais honesto: na sua própria contradição.
Marc se queixa de que homens brancos não querem sair com ele por ele ser racializado. Mas o desfecho do filme é ele transando com um homem branco, musculoso, padrão, com direito a cena explícita e idealização estética. A crítica ao racismo se dissolve num desejo que segue exatamente os mesmos padrões que o filme supostamente condena. Isso não é subversão — é conformismo disfarçado de denúncia.
O resultado é um exemplo claro de moralismo autocomplacente: o filme aponta o dedo para o racismo dos outros, mas não se questiona sobre o que significa desejar apenas corpos brancos e normativos. Não há qualquer reflexão sobre o racismo internalizado, nem sobre como o desejo também é político. O protagonista não quer mudar o jogo — só quer ser aceito por ele.
Visualmente, o curta tenta compensar sua fragilidade narrativa com estética de videoclipe e atmosfera de baile queer. Mas mesmo o espaço Ballroom, historicamente criado por pessoas negras e trans, é usado aqui como pano de fundo para reafirmar o desejo por corpos brancos e dominantes. É como se o filme quisesse usar a cultura marginalizada como cenário, sem realmente se comprometer com ela.
CatBoy não é ousado. É previsível. E sua tentativa de provocar acaba revelando mais sobre o que ele evita discutir: que criticar o racismo exige mais do que se sentir excluído — exige também revisar o que se deseja, quem se idealiza e por que.