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Data de lançamento
25 Jan. 1969Duração
Um escultor cego obcecado por uma modelo, a aprisiona em seu ateliê. Acreditando ter criado uma nova forma de arte tátil, ele e a modelo se envolvem numa alucinada e sadomasoquista relação, entre o erotismo, arte e a morte. Baseado num conto de Edogawa Rampo, pai dos romances policiais nipônicos dos anos de 1920 a 1960.
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- não vou negar, é um ótimo filme
- todo o tema da obsessão é muito bem exposto, tem 3 personagens muito bem escritos e totalmente memoráveis
- a mãe e filho, totalmente perturbados e fazendo as coisas mais insanas, principalmente a mãe pelo filho
- a vitima usando psicologia e inteligência para conseguir se safar é muito bom
- só que essa sindrome de estocolmo que acaba virando não me desceu bem
- mesmo assim eu acho o final, tudo que acontece lá é excepcional
Inacreditável que eu desconhecesse este filme, bem como o seu versátil e prolífico diretor: o roteiro antecipa a mesma perversão que seria a base do enredo de O IMPÉRIO DOS SENTIDOS, numa trama que mistura PSICOSE, O COLECIONADOR e motes de tantas outras obras, mas de maneira extremamente singular e perturbadora. Do meio para o final, cheguei a ficar desconfortável, tamanha a ferocidade do que acontece, naquela busca desesperada por um prazer que nunca é suficiente. Direção de arte impressionante, atores completamente entregues a insanidade de seus personagens. Amei com vigor, filme de identificação advertente: "certeza de que tu queres chegar a este tipo de limite?". Maravilhoso, já quero mais do diretor! (WPC>)
Visceral!
História muito boa e atuações digníssimas.
Desde o começo "Cega Obsessão" se apresenta como um horror corporal com tons eróticos que pauta seu horror(e reflexão) no tátil, no toque e no corpo, na busca pelo belo e pela perfeição. o começo verborrágico passa rápido e somos rápidamente colocados em um espaço fisico assustadoramente onirico que é retrato de tudo que está por vir, desde a ideia da objetificação feminina até um "império dos sentidos"(rs). A tensão constante se transforma em brutalidade visceral em uma reviravolta que absolutamente surpreende e choca levando tudo ao extremo. Filme bom para ver sem saber nada a respeito inclusive e que muito provavelmente continuará com você ao apagar da tela...
Um ponto negativo pessoal ao meu ver foi a trilha, que por vezes me tirava da imersão proposta...
Pesadelo surreal erótico perturbador sobre obsessão, abuso, prazer e arte. Perverso mas poético. Só o cenário com esculturas já vale o filme.