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Data de lançamento
10 Set. 2004Duração
Após ser sequestrada e presa em um cativeiro, uma mulher consegue fazer uma ligação telefônica após consertar um aparelho quebrado. Ela disca para um número qualquer e a chamada cai no telefone celular de Ryan que a princípio acredita que a história seja um trote. Após ouvir os gritos dela e as vozes dos sequestradores ameaçando-a, Ryan se convence que o pedido de ajuda é sério e passa a buscar meios de ajudá-la. O problema é que ela não sabe onde está e a bateria do celular de Ryan pode acabar a qualquer momento, o que poria fim a qualquer tipo de contato entre os dois.
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Celular: Um Grito de Socorro (2004) é um thriller simples, direto e bastante eficiente naquilo que se propõe: pegar uma situação cotidiana, e transformá-la em uma ferramenta de sobrevivência. O filme não busca grande profundidade psicológica, mas compensa isso com urgência, perigo constante e uma premissa que funciona muito bem como entretenimento.
Ryan (Chris Evans) recebe uma ligação inesperada de Jessica Martin (Kim Basinger), uma mulher sequestrada e mantida presa em um sótão. Com o telefone praticamente destruído, Jessica consegue fazer uma ligação para um número aleatório e acaba encontrando em Ryan sua única esperança. Sem saber exatamente onde ela está, quem são os sequestradores ou quanto tempo ela tem antes que algo aconteça, Ryan precisa tentar ajudá-la enquanto mantém a ligação ativa. A situação se complica rapidamente quando ele percebe que não está lidando apenas com um sequestro comum: existe uma conspiração maior por trás do crime. Entre delegacias, perseguições, ligações interrompidas e informações fragmentadas, Ryan precisa transformar aquela chamada telefônica em uma verdadeira operação de resgate.
O interessante é que Ryan não é um herói preparado para aquilo. Ele simplesmente estava no lugar errado, na hora errada, e gradualmente assume uma responsabilidade que poderia facilmente ignorar. Chris Evans funciona muito bem nesse papel porque transmite justamente essa sensação de improviso e vulnerabilidade. Kim Basinger também consegue vender o desespero de Jessica sem exagerar. Jason Statham, como um dos sequestradores, acrescenta uma presença física ameaçadora, enquanto William H. Macy funciona muito bem como o policial que inicialmente precisa decidir se aquela história é realmente confiável. São personagens relativamente simples, mas adequados à proposta.
A direção de David R. Ellis mantém o filme em movimento praticamente o tempo inteiro. A estrutura baseada na ligação telefônica cria uma ótima ferramenta de suspense, porque qualquer interrupção pode significar que Ryan perdeu sua única conexão com Jessica. As perseguições são particularmente eficientes e dão ao filme uma energia quase ininterrupta. Ao mesmo tempo, o roteiro começa a acumular coincidências, soluções convenientes e elementos conspiratórios que exigem uma certa suspensão de descrença. Não é um thriller preocupado em ser perfeitamente plausível; sua prioridade é manter a situação avançando rapidamente.
Celular: Um Grito de Socorro é um filme de conceito simples, mas muito bem executado dentro de sua proposta. Talvez não tenha personagens ou conflitos particularmente complexos, porém entende que suspense também pode nascer de uma situação extremamente objetiva: uma mulher está presa, o tempo está acabando e a única pessoa que pode ajudá-la precisa descobrir como fazer isso sem saber sequer onde ela está. O resultado é um thriller ágil, divertido e bastante competente, daqueles que conseguem prender a atenção sem precisar complicar demais a história.
Nota: 8,6
O Jason fazendo papel de vilão, acho estranho .
Revendo hoje ( 14/08/2026) quase 20 anos depois da primeira vez que vi, baita filme, não lembrava de absolutamente nada, prende do começo ao fim, Capitão América bem louca e numa baita atuação , gostei e recomendo fortemente!
Filme eletrizante. Tem algumas situações um pouco forçadas mas se segura bem até o final. Só a atuação da Kim Basinger que tá sofrível.
10.03.2005