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Scenes from a Marriage - Estados Unidos da América
Sinopse
O casamento de Marianne e Johan parece perfeito. Quando, por causa de outra mulher, Johan abandona Marianne, eles começam a viver um inferno conjugal, revelando os seus verdadeiros sentimentos.
"Cenas de Um Casamento" é uma série sueca criada para a televisão em 1973, composta por seis episódios de cerca de 50 minutos cada. Produzida com baixo orçamento, elenco reduzido e filmada em um estúdio improvisado na casa de Ingmar Bergman, na Ilha de Fårö, surpreendeu e tornou-se um enorme sucesso. No ano seguinte, o material foi adaptado para o cinema em formato de longa-metragem.
A série conta a história de Marianne e Johann, casados há dez anos e vivendo um relacionamento aparentemente feliz e bem sucedido. Liv Ullmann (que na época era casada com Bergman) interpreta Marianne e Erland Josephson dá vida a Johann. À medida que a narrativa avança, fica claro que a relação está marcada por silêncios, insatisfações, mágoas não resolvidas e pressões externas que ameaçam o frágil equilíbrio da vida conjugal.
O que se vê é o colapso daquela estrutura, a transformação das personalidades diante dos conflitos, o sofrimento que se converte em raiva e culpa, as idas e vindas cheias de emoção e a dificuldade de encerrar uma etapa já esgotada. Por fim, Marianne e Johann buscam maneiras de preservar o vínculo afetivo que insiste em uni-los e a necessidade que um sente do outro.
Diz-se que Bergman, após quatro casamentos e experiências pessoais marcadas por traumas, projetou muito de si no personagem Joahnn e no enredo da série. Em 2021, uma refilmagem foi lançada, mas sem alcançar a visceralidade característica de Bergman, que conseguia transformar dor e intensidade em arte de profunda força emocional.
Bem complexo e eu diria nocivo também. Relações humanas são complicadas e ninguém é perfeito. O filme retrata de uma forma interessante. E arrisco dizer que a personagem sofre de dependência emocional!
- eles realmente se amam, mas cada um da sua maneira troncha - a mãe de todas as DRs, magistralmente executada pelo bergman - atuação indefectível do casal, principalmente da Liv, tudo que é dito e o não dito é milimetricamente pensado para atingir quem assiste e fazer refletir bastante - pensei que seria mas cadenciada a deterioração da relação, mas não, a pedrada vem de uma vez e logo - um romance, que foge dos clichês do gênero e consegue ser até mais real do que a própria vida, pois o casal não tem medo de falar as verdades e não usa de subterfúgios pra minimizar a dor
Vai para o topo daquela minha listinha das obras do diretor que-só-interessa-a-mim. Optei por assistir a série de 6 capítulos para ter mais tempo de tela com Bergman e não me arrependi, podia ter mais episódios... que obra!! Sem dúvida é uma sondagem ao profundo raciocínio das relações humanas, expondo aquele Bergman psicólogo em cada episódio.
Quero apenas compartilhar duas frívolas hipóteses que me ocorreram: 1.
"Cenas de Um Casamento" é uma série sueca criada para a televisão em 1973, composta por seis episódios de cerca de 50 minutos cada. Produzida com baixo orçamento, elenco reduzido e filmada em um estúdio improvisado na casa de Ingmar Bergman, na Ilha de Fårö, surpreendeu e tornou-se um enorme sucesso. No ano seguinte, o material foi adaptado para o cinema em formato de longa-metragem.
A série conta a história de Marianne e Johann, casados há dez anos e vivendo um relacionamento aparentemente feliz e bem sucedido. Liv Ullmann (que na época era casada com Bergman) interpreta Marianne e Erland Josephson dá vida a Johann. À medida que a narrativa avança, fica claro que a relação está marcada por silêncios, insatisfações, mágoas não resolvidas e pressões externas que ameaçam o frágil equilíbrio da vida conjugal.
O que se vê é o colapso daquela estrutura, a transformação das personalidades diante dos conflitos, o sofrimento que se converte em raiva e culpa, as idas e vindas cheias de emoção e a dificuldade de encerrar uma etapa já esgotada. Por fim, Marianne e Johann buscam maneiras de preservar o vínculo afetivo que insiste em uni-los e a necessidade que um sente do outro.
Diz-se que Bergman, após quatro casamentos e experiências pessoais marcadas por traumas, projetou muito de si no personagem Joahnn e no enredo da série. Em 2021, uma refilmagem foi lançada, mas sem alcançar a visceralidade característica de Bergman, que conseguia transformar dor e intensidade em arte de profunda força emocional.
Bem complexo e eu diria nocivo também.
Relações humanas são complicadas e ninguém é perfeito.
O filme retrata de uma forma interessante.
E arrisco dizer que a personagem sofre de dependência emocional!
Eu gosto de Bergman, e acho ótimas algumas de suas obras. Mas esse elogiado filme não funcionou comigo.
- eles realmente se amam, mas cada um da sua maneira troncha
- a mãe de todas as DRs, magistralmente executada pelo bergman
- atuação indefectível do casal, principalmente da Liv, tudo que é dito e o não dito é milimetricamente pensado para atingir quem assiste e fazer refletir bastante
- pensei que seria mas cadenciada a deterioração da relação, mas não, a pedrada vem de uma vez e logo
- um romance, que foge dos clichês do gênero e consegue ser até mais real do que a própria vida, pois o casal não tem medo de falar as verdades e não usa de subterfúgios pra minimizar a dor
Vai para o topo daquela minha listinha das obras do diretor que-só-interessa-a-mim. Optei por assistir a série de 6 capítulos para ter mais tempo de tela com Bergman e não me arrependi, podia ter mais episódios... que obra!! Sem dúvida é uma sondagem ao profundo raciocínio das relações humanas, expondo aquele Bergman psicólogo em cada episódio.
Quero apenas compartilhar duas frívolas hipóteses que me ocorreram:
1.
Logo pela forma com que Johan se apresenta na entrevista (episódio 1), cheira-me que ele é leonino.
2.
Pela conclusão, vai ver que eles, no íntimo, gostassem mesmo era de um proibidão.