Desde que os títulos do Festival Ecrã ficaram disponíveis, esse filme estava em minha lista de obras a serem conferidas. Por algum motivo, o empurrei para trás. Segundo um grande amigo, isso tem a ver com o meu preconceito indireto por filmes-dispositivo. Refuto a tese (risos) e adorei o filme: ao término da sessão, precisei rebobiná-lo emergencialmente. A "mágica" do filme é tão bem-aplicada que eu fiquei com a impressão de que, nalgum momento, as imagens moviam-se. Como o som devolve bastante continuidade às fotografias, a impressão permanece ativa, o que só cresce com a impressão nostálgica inevitavelmente desencadeada: quão saudoso é ver pessoas sem máscaras nas ruas, sem que isso pareça ofensivo. Gostei muito das vozes percebidas em meio ao burburinho (caramba, há até um mendigo basquiatiano!) e adorei as constatações desencadeadas pelo experimento: moro no menor Estado do Brasil, mas o centro da cidade da capital Aracaju obedece à mesma estrutura apresentada no filme (com o diferencial cultural, claro: aqui, não há tantas ofertas, infelizmente). Achei a sessão agradabilíssima, gostosa. E a reiteração da rotina enquanto algo repetitivo, no desfecho, foi brilhante. Documentário esplêndido: até deu vontade de conhecer o Rio de Janeiro, nalgum dia! (WPC>)
Desde que os títulos do Festival Ecrã ficaram disponíveis, esse filme estava em minha lista de obras a serem conferidas. Por algum motivo, o empurrei para trás. Segundo um grande amigo, isso tem a ver com o meu preconceito indireto por filmes-dispositivo. Refuto a tese (risos) e adorei o filme: ao término da sessão, precisei rebobiná-lo emergencialmente. A "mágica" do filme é tão bem-aplicada que eu fiquei com a impressão de que, nalgum momento, as imagens moviam-se. Como o som devolve bastante continuidade às fotografias, a impressão permanece ativa, o que só cresce com a impressão nostálgica inevitavelmente desencadeada: quão saudoso é ver pessoas sem máscaras nas ruas, sem que isso pareça ofensivo. Gostei muito das vozes percebidas em meio ao burburinho (caramba, há até um mendigo basquiatiano!) e adorei as constatações desencadeadas pelo experimento: moro no menor Estado do Brasil, mas o centro da cidade da capital Aracaju obedece à mesma estrutura apresentada no filme (com o diferencial cultural, claro: aqui, não há tantas ofertas, infelizmente). Achei a sessão agradabilíssima, gostosa. E a reiteração da rotina enquanto algo repetitivo, no desfecho, foi brilhante. Documentário esplêndido: até deu vontade de conhecer o Rio de Janeiro, nalgum dia! (WPC>)