O jovem capitão Gao Chun (Qin Hao) pilota seu barco através do rio Yangtze e vive o luto pela recente morte do pai. Durante uma viagem, ele encontra numerosos símbolos representando o passado, presente e futuro da China, incluindo uma mulher misteriosa que está presente em todos os portos ao longo do caminho.
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"Aprecio a pureza da minha alma, e permaneço leal a alma que não amo"
Pelos rios chineses, barcos transportam cargas, e as cidades às margens se desenvolvem através dessa atividade econômica. No filme, o jovem Gao Chun, em luto pela perda do pai, segue viagem pelo maior rio da China. No barco, encontra um caderno de poesias, e cada poesia, ao invés da assinatura do autor, tem o nome de uma cidade por onde o rio (e o barco) passa. Em cada cidade, Chun encontra uma jovem mulher, sempre a mesma, com quem vive breves histórias de um amor que parece nunca ter chance de se concretizar. É um filme lindo, imersivo, cheio de simbolismos, e com uma fotografia incrível!
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Trilhas e fotografias impecáveis!
Se Jia Zhangke e Apichatpong tivessem um filho, seu nome seria Crosscurrent. Chao levou quatro anos para filmar e mais dois na sala de edição para criar, junto ao mago da luz Mark Lee e ao olhar cativante de Hao Qin, o épico pós Sexta Geração que o cinema chinês esperava. A história desse país sempre foi a história de seus rios, contada por seus poetas, e Crosscurrent revive isso. Um filme sobre perder tudo pra encontrar a paz em si, a jornada budista que vai de encontro à modernidade.