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Data de lançamento
6 Março 2015Duração
Em um futuro próximo, a África do Sul decidiu substituir os seus policiais humanos por uma frota de robôs ultra resistentes e dotados de inteligência artificial. O criador destes modelos, o brilhante cientista Deon (Dev Patel), sonha em embutir emoções nos robôs, mas a diretora da empresa de segurança (Sigourney Weaver) desaprova a ideia. Um dia, ele rouba um modelo defeituoso e faz experiências nele, até conseguir criar Chappie (Sharlto Copley), um robô capaz de pensar e aprender por conta própria. Mas Chappie é roubado por um grupo de ladrões que precisa da ajuda para um assalto a banco. Quando Vincent (Hugh Jackman), um engenheiro rival de Deon, decide sabotar as experiências do colega de trabalho, a segurança do país e o futuro de Chappie correm riscos.
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Eu sei que por trás desse filme tem toda uma criticia social, ma sinto que o filme fez de uma maneira tão genérica e caricática (sério os personagens do Hugh Jackman é a epitome disso) que não funcionou tão bem, então se eu olho esse filme mais como uma farofa divertida, consigo aproveitar bem mais ele e foi assim que escolhi ver.
Inclusive esse filme parece mais uma propaganda pra divulgar Die Antwoord porque eles serem os personagens centrais aqui foi tão ?????????????
⚠️ Alerta de spoiler: Se você não viu esse filme, corre daqui.
Neill Blomkamp revolucionou a ficção científica com o antológico "Distrito 9", fazendo uma crítica brutal sobre a sociedade sul-africana. Depois, com "Elysium", ele expande a veia política escancarando a grande separação entre ricos e pobres. A estética crua, o peso do aço nos efeitos práticos e a aridez dos cenários dão uma marca indelével ao seu estilo. O que poderia dar errado ao colocar esse diretor para criar uma releitura para o "RoboCop"? Tudo. "Chappie" é uma das maiores amarguras da ficção científica dos últimos anos.
Se passando numa Joanesburgo distópica, dominada pelo crime, robôs policiais mantêm a ordem até que um jovem e ingênuo cientista — vivido por Dev Patel — desenvolve a primeira inteligência artificial capaz de sentir e pensar. Mas durante os testes ele é sequestrado por dois criminosos da cidade e termina de programar a máquina no cativeiro imundo onde estava. O resultado é um robô todo estranho, quase nóia e inocente até o último chip.
O filme vira quase uma comédia quando o androide policial é entregue à dupla de rap Die Antwoord para ser educado. Em vez de se tornar uma máquina militar de elite, Chappie vira um robô crianção. É constrangedor demais. O que era para ser uma versão do RoboCop com I.A. no estilo funileiro do Blomkamp desanda para um "Nutellocop" de gangue: mimado, com medo de tudo, que chama bandido de "mamãe", usa correntes de ouro e aprende a fazer gestos de malandro no meio do lixo.
Sharlto Copley, Sigourney Weaver, Hugh Jackman — nem mesmo o elenco de peso salva o desastre. Hugh Jackman é reduzido a um vilão rasteiro e de desenho animado, movido puramente por invejinha de escritório porque seu robô gigante não foi o escolhido pela polícia. Toda a violência pontual e os excelentes efeitos práticos do filme ficam esvaziados por causa dessa infantilização generalizada dos personagens. Blomkamp tentou reciclar a ambientação sul-africana de "Distrito 9", mas entregou apenas uma caricatura rasa do que ele costumava fazer.
"Chappie" tinha orçamento, elenco, efeitos visuais, locação e um diretor promissor, mas jogou tudo no lixo para virar um videoclipe de funk de duas horas. Trocaram o peso e a força do mito de 1987 por um robô de brinquedo pagando de malandro. Mais um pouco e ele virava cracudo.
Chappie e M3GAN 2.0 dariam uma excelente dupla hahahahaha.
Há, já ia me esquecendo do Finch.
Seria como id, ego e superego.
Que filme ! Empolgante! Uma pena o diretor dizer que na haverá uma continuação, merecia uma saga ou uma série
Lindo, fofo, divertido, tudo de bom