Há alguns anos Gravelle (Boris Karloff), um famoso cantor lírico, está internado em um sanatório mas ninguém sabe quem ele é, pois sofre de amnésia. Repentinamente ele lê uma notícia no jornal que lhe provoca lembranças e então foge. Quando acontece um assassinato na ópera, ele é considerado o principal suspeito por Kelly (William Demarest), um detetive da polícia. Para ele o caso está fechado, mas Charlie Chan (Warner Oland) não está totalmente convencido da culpa de Gravelle e nem que ele seja realmente louco. Gradativamente Chan conclui que um grande mistério acontece nos bastidores da ópera.
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Charlie já chega mostrando a que veio, demonstrando sua capacidade para aqueles, como o detetive Kelly, que duvidavam dele. Logo no início, seu filho, Lee Chan, aparece e, na primeira cena, já está atrás de mulher novamente, como está virando tradição na franquia de filmes.
Pensei que tivéssemos achado o assassino com 12 minutos de filme
, quando aparece Whitely, marido de Lilli. Porém, o final me surpreendeu muito, com a assassina sendo Anita.
Mais uma vez, Charlie brilha com seus famosos provérbios, entre eles destaco esses dois:
"As coisas pequenas às vezes contam relatos grandes." (aos mais atentos e que viram os filmes anteriores, sabem que essa fala já foi usada por ele, e é quase que uma marca de Charlie)
"As rosas e o romance são como o tenor na ópera: cantam uma canção de amor mais persuasiva."
O filme tem uma fala que imagino ter sido colocada propositalmente, quando um personagem — não me lembro seu nome, mas parecia ser o diretor da ópera — diz: “Esta ópera se apresentará hoje, nem que Frankenstein apareça.” Essa é clara uma referência ao personagem de Boris Karloff, que marcou sua carreira e pelo qual é mais lembrado.
Karloff, um dos personagens principais do filme, traz grande valor à obra, junto com Warner Oland e Keye Luke, que aqui já está se consolidando como personagem fixo no papel do filho de Chan.
Nas duas cenas da ópera, tanto Lilli quanto Anita, quando estavam interpretando, não deixavam claro se as caras de medo eram referentes à ópera ou se elas realmente estavam com medo de estar diante de Gravelle.
Mais um filme curto, porém de grande qualidade de honorável detetive.
Assistido em 02/09/2025
E O Primeiro Filme do Detective Charlie Chan Que Assisto, E Achei Bom.
Aqui, há de se destacar as atuações de Warner Oland e Boris Karloff.
Não desconfiei de que a sra. Borelli (Nedda Harrigan)
fosse a assassina. Gosto de finais surpreendentes.
Um dos melhores filmes com o personagem Charlie Chan na fase em que foi interpretado pelo Warner Oland. Há vários bons momentos envolvendo os diversos personagens, as apresentações de ópera, a presença do mestre do terror Boris Karloff, as investigações e as sequências de suspense.
Outro dos bons filmes em que o sueco Warner Oland (1879-1938) representa o inconfundível detetive Charlie Chan nos cinemas. Neste episódio em particular, de muito mistério e suspense, há a aparição do astro do terror inglês Boris Karloff (1887-1969), que tem o personagem mais interessante na trama com um final inesperado. Mas somente Charlie Chan pode resolver tudo. O personagem dele, entretanto, é controverso, com alguns críticos comentando que ele retrata os asiáticos de uma maneira positiva e outros que é um estereótipo ofensivo.