Jovem professor Paul Reis (Beau Bridges) ingressa em escola tradicional e se surpreende com a violência entre alunos. Desconfiando que algum docente os está incitando, ele inicia uma investigação cujos principais suspeitos são dois antigos rivais: os respeitados mestres da instituição Jeromy Malley (James Mason) e Joseph Dobbs (Robert Preston).
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**Brincadeira de Criança** (*Child's Play*, 1972), dirigido por Sidney Lumet, é um drama psicológico insidioso que utiliza o ambiente de um internato católico de elite como uma metáfora perfeita para o autoritarismo e a desintegração moral. Diferente do horror sobrenatural que o título poderia sugerir, o filme é um exercício tenso de terror acadêmico, onde a crueldade infantil não é um ato isolado, mas um reflexo da atmosfera opressiva, punitiva e estagnada imposta pelos adultos que governam aquele espaço.
A premissa foca no embate entre dois professores um tradicionalista rigoroso e um humanista , que representam visões de mundo inconciliáveis. O roteiro, adaptado da peça de Robert Marasco, brilha ao revelar como o ambiente escolar torna-se um microcosmo onde a hierarquia e o sadismo institucionalizado corrompem tanto os mentores quanto os alunos. A tensão cresce não por sustos, mas pelo desconforto crescente ao percebermos como a manipulação psicológica pode transformar crianças em armas de destruição pessoal contra figuras de autoridade.
Lumet, com sua habitual precisão, cria uma atmosfera de claustrofobia quase insuportável. Os corredores vazios, as salas de aula sombrias e o silêncio religioso do internato compõem um cenário onde o espírito humano é lentamente asfixiado. O filme desafia o espectador a identificar quem é o verdadeiro vilão: a criança que executa a maldade ou a instituição que criou o terreno fértil para que ela florescesse.
O longa é uma crítica contundente aos sistemas educacionais que valorizam a obediência cega em detrimento da empatia. *Brincadeira de Criança* é perturbador justamente por não precisar de monstros fantásticos; ele nos mostra que a monstruosidade mais profunda é aquela que é ensinada, disciplinada e, por fim, executada em nome de uma ordem hierárquica decadente. É uma obra que sobrevive como um lembrete sombrio de como a educação, quando divorciada do humanismo, pode se transformar na própria antítese do crescimento.
- se te uma coisa que o lumet acerta é no clima sombrio da obra
- toda a ambientação na escola, os alunos andando e aparecendo como zumbis sem alma, um verdade terror
- o resultado final é bom, mas deixa a desejar
- parecia que seria algo sobrenatural, mas vai para outro lado, tão sinistro quanto só que o filme não entrega nada que faria os alunos chegarem naquele nível
Child's Play 1972, no Brasil Brincadeira de Criança. Eu esperava bem mais, eu achei fraco, o plot é fraco, o terror psicológico é bem baixo, e tudo não fica claro a quem assiste, apenas no final é revelada a motivação de tudo, e eu achei bem patético pra falar a verdade. A condução da narrativa até tenta criar um clima de mistério e tensão, mas acaba ficando arrastada em vários momentos e sem aquele peso necessário para realmente envolver quem está assistindo, deixando a sensação de que falta algo mais forte tanto na construção do suspense quanto na forma como as situações se desenvolvem ao longo da história.
Destaque para a rivalidade entre Jeromy Malley (James Mason) e Joseph Dobbs (Robert Preston) e a atuação desses dois atores, em especial Mason, que fez vários filmes de qualidade e aqui já era um ator experiente e mais conhecido pelo menos por mim, conseguindo entregar presença em cena mesmo quando o roteiro não ajuda tanto. Preston também segura bem seus momentos e cria uma dinâmica interessante entre os personagens, ainda que o desenvolvimento entre eles pudesse ter sido melhor trabalhado para gerar mais impacto dramático. Paul Reis (Beau Bridges) eu já achei um personagem fraco, com uma atuação igualmente fraca e que careceu de mais momentos de impacto dentro do filme, só tem realmente destaque na cena final, que aliás diz sobre o que foi o filme pra mim, um tanto faz, sem deixar uma impressão mais duradoura ou algo realmente memorável.
O pior é que não deixa nada claro, eu confesso que possa ser falha minha,
mas não entendi o que eles brigarem ou se mutilarem tem a ver com os dois professores, o que e quem ganharia algo com isso, e essa falta de conexão mais direta entre as ações e as motivações acaba prejudicando bastante o entendimento geral da proposta.
Assistido em 05/02/2026
Excelente.
Bom filme.