Com a morte da avó, Anabel, de 19 anos, aproxima-se de Meiko, uma jovem vizinha tímida. Aos poucos, essa simples aproximação revela sentimentos ocultos e semelhanças improváveis.
Filme brasileiro de marca autoral (escrito e dirigido por Eduardo Nunes) que beira o contemplativo ao discutir os desdobramentos do luto familiar pelo ponto de vista de uma adolescente. Anabel (Bárbara Luz), de 17 anos, perdeu a avó recentemente; ela vive reclusa e tenta seguir os dias, difíceis pela ausência daquela mulher que era uma segunda mãe. Ao retornar ao apartamento onde a avó morava, Anabel se depara com uma vizinha com quem não tinha contato, Meiko (Sharon Cho). Pela fresta da porta, ela observa a garota oriental, e seu semblante chama sua atenção. Aos poucos Anabel e Meiko desenvolvem uma forte conexão - juntas, ora no apartamento de uma, ora no da outra, dançam, dividem segredos e compartilham sentimentos particulares, e muito próximos ao mundo das duas, como solidão e necessidade de pertencimento. O preto-e-branco é o charme desse filme independente, uma estética que dramatiza as passagens e reforça a ideia do luto e da reconstrução. É uma obra sobre amadurecimento e reencontros inesperados, com bonitas imagens (internas e externas), jogo de sombras muito bem planejados e longos planos. O ritmo lento, a falta de trilha sonora e o silêncio da protagonista trazem uma atmosfera de suspensão do tempo, em mais um trabalho intimista do premiado cineasta carioca de “Sudoeste” (2012) e “Unicórnio” (2018). Produzido pela 3 Tabela Filmes, com coprodução do Bando à Parte, está nos cinemas brasileiros, com distribuição da 3 Tabela Filmes. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspotcom (Publicado em 18/06/2026).
Filme brasileiro de marca autoral (escrito e dirigido por Eduardo Nunes) que beira o contemplativo ao discutir os desdobramentos do luto familiar pelo ponto de vista de uma adolescente. Anabel (Bárbara Luz), de 17 anos, perdeu a avó recentemente; ela vive reclusa e tenta seguir os dias, difíceis pela ausência daquela mulher que era uma segunda mãe. Ao retornar ao apartamento onde a avó morava, Anabel se depara com uma vizinha com quem não tinha contato, Meiko (Sharon Cho). Pela fresta da porta, ela observa a garota oriental, e seu semblante chama sua atenção. Aos poucos Anabel e Meiko desenvolvem uma forte conexão - juntas, ora no apartamento de uma, ora no da outra, dançam, dividem segredos e compartilham sentimentos particulares, e muito próximos ao mundo das duas, como solidão e necessidade de pertencimento. O preto-e-branco é o charme desse filme independente, uma estética que dramatiza as passagens e reforça a ideia do luto e da reconstrução. É uma obra sobre amadurecimento e reencontros inesperados, com bonitas imagens (internas e externas), jogo de sombras muito bem planejados e longos planos. O ritmo lento, a falta de trilha sonora e o silêncio da protagonista trazem uma atmosfera de suspensão do tempo, em mais um trabalho intimista do premiado cineasta carioca de “Sudoeste” (2012) e “Unicórnio” (2018). Produzido pela 3 Tabela Filmes, com coprodução do Bando à Parte, está nos cinemas brasileiros, com distribuição da 3 Tabela Filmes. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspotcom (Publicado em 18/06/2026).