José descobre que sua ex-esposa, Nora, com quem foi casado por 30 anos, se suicidou, e procura o rabino para tratar do funeral. Este lhe adverte que, caso não queira enterrá-la imediatamente, só poderá fazê-lo em cinco dias devido às festividades da Páscoa Judaica. José decide então esperar para que seu filho possa estar presente. Ao longo dos cinco dias de convivência com o corpo, se entrega a reminiscências de sua vida com a mulher, e aos poucos descobre pistas de que ela arquitetou meticulosamente um mórbido plano para que ele estivesse ali cuidando do seu funeral.
Ganhador de 12 prêmios.
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Gosto sobretudo da primeira metade, que tem menos personagens e foca mais no intimismo e nas lembranças. À medida que a parentada vai chegando, o filme fica um pouquinho mais convencional, mas ainda sem descambar para a impressão de samba de uma nota só, algo que acontece tanto nos dramas familiares hollywoodianos e que o cinema latinoamericano parece incapaz de replicar. Que espetacular ator foi o Fernando Luján, e quão sensível foi em externalizar amargura sem abraçar sequer por um segundo o tom caricatural. Como desconhecia completamente este filme, foi gratificante descobri-lo.
A burocracia religiosa é o tempero cômico que deixa o filme agradável de assistir. As descobertas do passado do casal é trama. E da pra captar uma boa lição no final.
O problema maior é apresentar um assunto repetitivo em cada minuto.A comédia até diverte em seu início,mas após meia hora de filme tudo cai drasticamente.O drama que era pra funcionar e emocionar em certos momentos não consegue deslanchar.Os personagens são irritantes.
>Assistido em 18 de Abril de 2022
Belíssimo representante do cinema latino-americano.
''Cinco Dias sem Nora'' trata de forma singela e com humor inteligente as tradições religiosas e relações conflituosa de uma família.
Um enredo com muita originalidade e um bom desenrolar mantém o espectador preso na história, construída de forma sutil pelas mãos de Mariana Chenillo.
Excelentes atuações de Fernando Luján, Angelina Peláez e Enrique Arreola confere ao longa uma galeria de personagens interessantes que conseguem transmitir verossímilidade em cena.
A história é carregada de um drama cômico divertidíssimo e todos os personagens, inclusive coadjuvantes, rendem bons momentos.
Uma jóia fina do cinema mexicano que vale muito a conferida.
Interessante para conhecer um pouco mais sobre a cultura judaica.