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Filmado na capital da Itália em 1975, tendo como cenário e a cultura romana como alvo, ''Claro'' não tem enredo narrativo e uma estrutura tradicional, misturando ópera (sobretudo a partir da trilha musical que reúne Bellini e Villa-Lobos), documentário, filme-testemunho e ensaio. A presença no elenco do polêmico realizador italiano Carmelo Bene e da atriz francesa Juliet Berto valorizam um filme irreverente, provocativo, um dos mais autorais de Glauber e no qual sua assinatura indelével se corporifica a cada plano.
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pessoas : mas esse tal de glauber rocha era maluco! e fazia filmes sem sentido '.
Um show um filme manifesto sem narrativa linear sob os pes da europa decadente glauber abrindo o filme com o happening com juliet Berto na praça rolando sob o chão de Roma para espanto dos turistas que assistem chocados aquele espetaculo só Glauber Rocha para proporcionar isso! alias, a união berto glauber foi juntar a fome com a vontade de comer. Um dos filmes de linguagem mais radical do Glauber e um dos meus preferidos. A cena da favela romana é mesmo linda.glauber dialogando sobre a decadência europeia o comício do PCI sobre a revolução fumando maconha , o ambiente na casa que morava com berto amor a revolução vietnamita vitoriosa e o sexo na revista nos créditos ao som de samba de roda. fazendo cinema revolucionário hermetico anti comercial. Gramsci foi comido.
Produção italiana da DPT-Spa que é um drama experimental e documentário. Último filme como ator do diretor Glauber Rocha (1939-1981), e penúltimo como produtor e roteirista. O ator argentino radicado na Itália Luis Maria “El Cachorro” Olmedo e Betina Best são os únicos do elenco ainda vivos.
Apresenta uma série de acontecimentos desconexos em toda a Europa e no Brasil, enfatizando a percepção da vida humana como experiências de transe e, assim, oferecendo uma visão de a história humana como conexão de comportamento simbólico.
A experiência de Glauber e de toda uma geração artística na Itália dos anos 70, o cinema underground, o neorrealismo e o Cinema Novo. Um típico filme para os nerds intelectuais.
Não vi muitos filmes do Glauber, mas dos que eu vi, esse é de longe o pior deles. É muita bobagem misturada, totalmente sem nexo ou sem sentido, nada é o que parece ser, tudo é confuso e esculhambado. As vezes pensamos que estamos vendo um drama e depois se transforma num documentário do nada. Até o título é insignificante! O pessoal fica toda hora interpretando personagens nas ruas ou em lugares fechados, se comunicam em italiano e a única que vive recitando todo o tempo em língua francesa é Juliet Berto (1947-1990). Tem até um protesto de uma turma de comunistas nas ruas contra o fascismo. O que salva o filme da mediocridade total são as boas músicas que variam de clássicas e até óperas.
A fase do exílio glauberiana sem dúvida nenhuma me faz sentir muito a ausência do regionalismo brasileiro tão característico de sua fase clássica, mas é notável como seu cinema político ganhou corpo nesta transição.
Sequências caóticas e um discurso calcado no imperialismo transcende épocas de um histórico romano até os fatos contextuais da época em um recente pós Vietnã e uma geração inconformada com as guinadas que o sistema pautava.
Uma câmera na mão e muita brisa na cabeça.
'Filme-irmão' do "Cabeças Cortadas", "Claro" é um pouco mais palatável que o seu colega por ser mais focado: sua intenção é ser uma crítica ao fascismo e ao sistema capitalista/colonialista de qualquer nacionalidade (ainda que use o modelo italiano como objeto de estudo). Obviamente filmado sem qualquer roteiro prévio, o longa-metragem foi sendo construído a partir das ideias que Glauber Rocha ia tendo na cabeça. E sua sorte é ter tido a oportunidade de documentar ao vivo as manifestações do partido comunista de Roma, o que o garante como um registro histórico importante em sua segunda metade. O que é bom, pois seus abstracionismos e declamações poéticas do restante da película não são interessantes o suficiente para segurar o filme.