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Duração
Vítima de alucinações, Peter Winter foge de um passado obscuro e violento. Assassino e esquizofrênico, ele volta para sua cidade atrás da filha Nicole, que é impedida de vê-lo. Desde que começou a procurar Nicole, seu mundo tornou-se cada vez mais caótico: ele se automutila e tem tendências à autodestruição. Ele tenta se acalmar desesperadamente, mas os encontros com a filha são inevitavelmente trágicos.
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orcamento bem modico e simbolico. Msm assim conseguiu criar algo autoral, singelo, unico e amedrontador.
Mas nao gostei do ritmo lento e do roteiro sensacionalista criando um misterio policiaresco completamente desnecessario.
Para que tudo aquilo envolvendo o(s) assassinato(s)!?
Outro ponto fraco do argumento eh q em nenhum momento eu identifiquei q o protagonista como esquizofrenico se nao fosse pela sinopse. Absolutamente nada no runtime lhe diz q ele tenha tal desordem.
Tem um clima que incomoda,e a análise de um esquizofrênico é realista e boa.Mas o filme não é bom.
Gosto muito de cinema pois ele nos desperta sensações reais, nos provoca psicologicamente através de tudo o que nos mostra, desde as imagens aos sons, e tudo aquilo que também não estamos vendo.
Os ruídos que ouvimos da cabeça do Peter provocam uma sensação alarmante: estamos compartilhando seus medos, seus zunidos. Estamos vivendo junto com ele a agonia de ser perseguido por si mesmo.
O filme parece ser arrastado até certo ponto, mas ao final tudo se encaixa muito bem. Greene convence muito rápido de que ele é um esquizofrênico passando por, talvez, o pior de seus momentos.
A cena que ele aparece para a Nicky e a chama para ir à praia é assustadora e bonita ao mesmo tempo. Digo assustadora pela feição cheia de medo dele. O rosto suado, a voz trêmula, a respiração ofegante. O rosto da menina está coberto de dúvidas e curiosidade, e ela aceita de imediato ir com ele. Na praia, ele diz que tinha um "rádio" na cabeça e que precisou retirar um transmissor pela unha (aquela cena dele arrancando a unha é uma agonia infinita). A cena final desse filme é outra mistura de "beleza assustadora", quando ela pega um rádio e tenta sintonizar com seu pai.
Me perturbou bastante, sinto que precisaria revê-lo para entender melhor, mas me recuso fazer isso tão cedo.
A historia do filme é uma ideia interessante. Atuações realistas e condizentes com os papeis. Atmosfera condizente com o a história. Coisas que são raras de ver em produções que abordam esse tema. O filme podia ter explorado mais a relaçao pai e filha que teve pouca duraçao.
Está longe de ser um daqueles filmes que mostram um doente mental como um demônio sádico que realiza proezas mirabolantes, feito sob encomenda para agradar certa fatia do público. Nem tampouco mostra um sujeito altamente perturbado mas que no fundo é bonzinho.
"Clean, Shaven" possui a grande qualidade de exibir a doença mental em cores realistas. A loucura está ali, sem enfeites, as alucinações de Peter são quase palpáveis. O protagonista sofre, e bastante, e seu maior algoz é ele mesmo. Por vezes parece ser a mais frágil das criaturas, em outros momentos é visível o perigo de estar perto dele. Uma ótima composição de personagem realizada pelo ator Peter Greene, sem falar no resto do elenco.
Um filme que parece ser arrastado mas, se nos dispusermos a isso, veremos o quanto pode ser significativo um aparente marasmo, quantas coisas estão assombrando o silêncio. E também quanta dor há na humanidade...