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Data de lançamento
16 Ago. 2024Duração
A história acompanha Sam, um homem trans que passou pelo processo de transição enquanto morava fora do país. Agora, ele terá que retornar à casa dos pais quatro anos depois, se reencontrando com eles pela primeira vez desde que passou pela transição.
Ao chegar no local onde viveu toda sua infância, Sam reencontra pessoas que fizeram parte de seu passado e precisa lidar com o fato delas ainda não estarem familiarizadas com sua nova realidade.
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Mara.
Diálogos tão realistas, o silêncio e as câmeras em movimento lembram filmes europeus, de uma sensibilidade imensa, emocionante e cortante do começo ao fim.
No final pensei que terminaria em tragédia, mas que bom que fugiu disso, ia ficar mais triste , achei o desfecho melhor que o esperado.
Elliot Page trásà tona as micro tensões de um homem trans que crescera em um ambiente comum, mas que ainda assim afetará a percepção das pessoas ao seu redor, e mais ainda quando essas pessoas é um antigo amor ou a família. Uma pena que o texto tentou daro ar de crônica, fazer soar naturalista, mas escorrega em bordões e em forçar a situação. Tudo isso no aniversário do pai, um cara super gente de boa e que aceita lidamente o filho, então achei bem irrazoável certas atitudes. No mais é um filme cujo dois terços do tempo é o Elliot caminhando pra lugar nenhum ou performando... A ideia de todo esse projeto daria muito bem num curta, pois tem discussões pertinentes à sociedade atual, e é consciente de que muitos discursos transfóbicos estão em detalhes.
São tantas nuances aqui que nem consigo explicar. Um filme forte e ao mesmo tempo sutil e delicado!! Excelente!!
O que as pessoas parecem não entender sobre as opressões no geral, é que elas são expressão da rejeição. Rejeição emocional, afetiva, institucional, familiar, relacional no geral. Quando se diz “opressão”, não é uma coisa abstrata e fantasiosa da qual certos grupos, com “algumas frustrações para com o mundo” (como foi dito no comentário abaixo), se queixam. Experimenta bater num bichinho de estimação todos os dias pra ver se ele não se torna traumatizado pela rejeição e violência. A mesma coisa somos nós seres humanos, nos tornamos desconfiados, ressentidos, amargurados, receosos, ansiosos, e sobretudo traumatizados pela rejeição contínua. Que bom que nesse filme, Sam reagiu diante de uma rejeição que para outros pode parecer pequena e trivial, mas que pra ele era só mais uma de tantas mais.
Lindo final, que homens trans possam receber afeto e amor.