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Data de lançamento
13 Dez. 2019Duração
4% da população tem um poder, o que segundo o governo, é ilegal. Encurralados, usam seus poderes para cometer pequenos furtos, e sobreviver. Mas quando um ambicioso criminoso começa a contratar pessoas com poderes, os militares terão que intervir.
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Code 8 – Renegados é um filme que, sob a superfície de uma ficção científica sobre superpoderes, revela-se uma parábola filosófica sobre exclusão, poder e resistência. Dirigido por Jeff Chan em 2019, ele apresenta um mundo em que apenas 4% da população nasce com habilidades extraordinárias, mas em vez de serem celebrados, esses indivíduos são marginalizados e perseguidos por uma polícia militarizada. Connor Reed, protagonista interpretado por Robbie Amell, é um jovem com poderes elétricos que se vê obrigado a entrar no crime para sustentar sua mãe doente.
O enredo, aparentemente simples, abre espaço para reflexões profundas. O poder, aqui, não garante liberdade: os superdotados são tratados como ameaça, e sua diferença se torna motivo de exclusão. Michel Foucault nos ajuda a compreender esse mecanismo: o poder não se limita a reprimir, mas também a controlar e neutralizar o que foge à norma. O filme mostra como a sociedade cria dispositivos para domesticar o “outro”, transformando o dom em maldição.A trajetória de Connor levanta questões éticas. Ele não escolhe o crime por maldade, mas por necessidade. Aristóteles diria que a virtude depende das circunstâncias: se a polis falha em garantir o bem-estar, até que ponto o indivíduo é moralmente culpado por buscar sobrevivência em meios ilícitos? Essa tensão entre ética e necessidade atravessa toda a narrativa.
Outro ponto crucial é a tecnologia e a vigilância. A polícia militarizada simboliza o Leviatã hobbesiano, mas em versão distópica: o Estado, que deveria proteger, oprime. Surge a pergunta inevitável: até que ponto a ordem justifica a violência institucional? O filme sugere que a legitimidade do poder não pode ser medida apenas pela força, mas pela justiça que ele promove. Apesar da atmosfera sombria, há lampejos de esperança. A resistência, mesmo fragmentada, aparece como possibilidade. Paulo Freire nos lembra que os oprimidos podem transformar sua condição ao se reconhecerem como sujeitos históricos. Code 8 sugere que, mesmo em meio à opressão, há espaço para a emancipação.
Do ponto de vista cinematográfico, o filme tem limitações: orçamento modesto, estética por vezes genérica e roteiro previsível em alguns momentos. Mas, filosoficamente, sua força está em usar a ficção científica como metáfora social. Os superpoderes representam minorias discriminadas; o Estado policial questiona a legitimidade da autoridade; e a ética da sobrevivência nos obriga a refletir sobre moral em condições extremas.
No fim, Code 8 – Renegados nos força a inverter a pergunta: quem são os verdadeiros renegados? Os indivíduos com dons ou a sociedade que os rejeita? A resposta não é simples, mas o filme nos convida a pensar que talvez o maior poder não seja controlar eletricidade ou mover objetos, mas resistir à exclusão e afirmar a dignidade humana.
Você assiste tentando encontrar alguma coisa de novidade e temos apenas mais uma ficção repetitiva.Se um Amell já é ruim,imagine dois.
>Assistido em 24 de Fevereiro de 2025
A proposta do filme é legal, mas acabou sendo tudo ruim no final.
Poderia ser muuuito melhor.
A premissa do filme é boa, mas faltou a criação de um filme que empolgue. Não há apego aos personagens e o protagonistas é apático demais.