Sequência de 'O Pequeno Quinquim' (P'tit Quinquin) de 2014, considerado o primeiro filme de comédia do diretor francês Bruno Dumont.
Nos quatro episódios da série, Quinquin é um adolescente que responde pelo apelido de Coincoin. Ele participa de reuniões do Partido Nacionalista com o amigo de infância, e seu antigo amor o abandonou. Quando um elemento misterioso surge perto da cidade, os habitantes passam a agir de modo estranho.
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Onde consigo assistir esse filme?
Estava tão ansioso para ver este filme que submeti-me a ele sem legendas mesmo e sem ter acesso pleno ao terceiro episódio... Apesar da dificuldade de entendimento desencadeada (visto que quase todos os personagens falam como se tivessem alguma deformidade cerebral - o que é uma das denúncias críticas do roteiro, em termos de exposição do incesto contextual), a imersão foi total: gargalhei altissonantemente desde o início. A abordagem cômica e absurda é, aqui, ainda mais intensa que no anterior (e também brilhante) O PEQUENO QUINQUIN. A melhor maneira de definir esta obra de arte mui peculiar é comparando-a a outras obras: estamos aqui diante de uma regravação contemporânea e radicalmente anti-xenofóbica de VAMPIROS DE ALMAS, realizada por um imitador coeniano absolutamente devoto do estilo bressoniano e admirador confesso de Jacques Tati. Deu para sentir a envergadura do projeto?! (risos)
Pelo sim, pelo não, o elenco amadurecido e já conhecedor dos hábitos pitorescos de seus personagens está excelente, bem como o uso surpreendente da canção " 'Cause I Knew" como impressionante 'leitmotiv' [o desfecho é um clímax soberbo, uma obra-prima do nonsense, uma jóia indescritível, apenas sensível aplaudível ao extremo]. Não obstante o seu viés predominante engraçado (repito: gargalhei sozinho), a égide política do filme é intensa e muitíssimo direcionada em sua metralhadora de ataques: dos preconceitos contra homossexuais ou imigrantes até os maus tratos contra deficientes mentais e/ou animais, o filme elenca todos os comportamentos publicamente reprováveis da Comunidade Européia, conforme abundantemente noticiado nos últimos anos. Quando a gente pensa que encontrou algum defeito estrutural (pensemos no colóide negro que não pára de cair do céu), o filme serve-se do nonsese obsessivo como justifucativa de sua genialidade. Fiquei escandalizado com o brilhantismo insigne desta peça grandiloqüente de cinema. Soberbo! (WPC>)