O marido de Fahrije está desaparecido desde a guerra em Kosovo. Ela abre seu próprio pequeno negócio para sustentar seus filhos, mas enquanto luta contra uma sociedade patriarcal que não a apoia, ela enfrenta uma decisão crucial.
É um bom filme, com excelente argumento, baseado em uma estória real.
Apesar de não ser longo, é muito lento. As tomadas deveriam ser mais curtas, assim haveria mais cenas a serem exibidas, daria mais dinâmica e enriqueceria mais o filme.
E achei deveras lacônico, aprofundaria mais se mostrasse, ou se explicasse ou pelo menos falasse mais sobre os acontecimentos e situações.
Mulheres bravas, guerreiras e trabalhadoras, contraponto aos homens encostados.
Nos anos de 1998-99 aconteceram os conflitos no Kosovo, quando os albaneses kosovares reivindicavam sua separação da República Sérvia, e sofreram graves represálias militares por parte do líder sérvio Slobodan Milosevic (futuramente condenado por crimes de guerra). Consta que centenas de pessoas do Kosovo foram vítimas de atrocidades sérvias, com muitos mortos jogados em valas comuns em território sérvio, onde permaneceram (ou ainda permanecem) por anos como desaparecidos de guerra, ou seja, sem uma situação de morte confirmada. O filme é baseado em acontecimentos reais, e mostra com competência o drama de uma das “viúvas” do Kosovo, que sofreu durante 7 anos a ausência de notícias do marido, num ambiente sócio-familiar hostil e permeado de dificuldades materiais e financeiras decorrentes do pós-guerra. Cena após cena, é de dar agonia no expectador a dura vida da Sra. Fahrije. E para piorar as coisas, na comunidade impera atraso intelectual, ignorância, machismo e preconceito contra mulheres que trabalham fora do lar. Registro, no entanto, que os pitacos feministas da diretora em nada contribuem numa situação de miséria existencial, como a de Kosovo naquele momento. Na verdade, a ideologia barata do machismo versus feminino, ou vice-versa, é sempre intragável, inútil e desnecessária, em qualquer contexto quando há a sinceridade de propósitos. Pessoas honestas e inteligentes podem assistir ao filme, refletir sobre os fatos, tirar suas conclusões e apontar onde estão os erros e quem são os responsáveis, sem a necessidade de revanchismo ou lacrações. Nota 7.
Por diversas vezes vemos Fahrije colhendo cacos de vidro. Os cacos de vidro geralmente simbolizam fragilidade, dor e conflitos. O fato da Fahrije colhe-los com as mãos desprotegidas, demonstra o quanto ela tem uma resistência para lidar com as situações difíceis da vida, principalmente aquelas impostas pelo machismo na sociedade em que vive.
Creio que não é necessário falar sobre o "contexto", pois o contexto está posto: é uma sociedade machista que não admite mulheres "tomando o lugar" que "é de direito" dos homens. "Colmeia" emociona porque é um exemplo real de sororidade, luta, cabeça erguida, respeito. Não é um filme à lá Hollywood, com melodrama e tramas mastigadas. Aqui, é sobre sentir. Eu senti. Belíssimo filme. Belíssima trila sonora.
- 7/10 - única coisa que senti falta no filme foi de um pouco de contexto - sobre o que aconteceu para as pessoas terem sumido e porque as mulheres eram tratados daquele jeito - da pra pegar ao longo do filme, mas fica vago
É um bom filme, com excelente argumento, baseado em uma estória real.
Apesar de não ser longo, é muito lento.
As tomadas deveriam ser mais curtas, assim haveria mais cenas a serem exibidas, daria mais dinâmica e enriqueceria mais o filme.
E achei deveras lacônico, aprofundaria mais se mostrasse, ou se explicasse ou pelo menos falasse mais sobre os acontecimentos e situações.
Mulheres bravas, guerreiras e trabalhadoras, contraponto aos homens encostados.
Nos anos de 1998-99 aconteceram os conflitos no Kosovo, quando os albaneses kosovares reivindicavam sua separação da República Sérvia, e sofreram graves represálias militares por parte do líder sérvio Slobodan Milosevic (futuramente condenado por crimes de guerra).
Consta que centenas de pessoas do Kosovo foram vítimas de atrocidades sérvias, com muitos mortos jogados em valas comuns em território sérvio, onde permaneceram (ou ainda permanecem) por anos como desaparecidos de guerra, ou seja, sem uma situação de morte confirmada.
O filme é baseado em acontecimentos reais, e mostra com competência o drama de uma das “viúvas” do Kosovo, que sofreu durante 7 anos a ausência de notícias do marido, num ambiente sócio-familiar hostil e permeado de dificuldades materiais e financeiras decorrentes do pós-guerra.
Cena após cena, é de dar agonia no expectador a dura vida da Sra. Fahrije.
E para piorar as coisas, na comunidade impera atraso intelectual, ignorância, machismo e preconceito contra mulheres que trabalham fora do lar.
Registro, no entanto, que os pitacos feministas da diretora em nada contribuem numa situação de miséria existencial, como a de Kosovo naquele momento.
Na verdade, a ideologia barata do machismo versus feminino, ou vice-versa, é sempre intragável, inútil e desnecessária, em qualquer contexto quando há a sinceridade de propósitos.
Pessoas honestas e inteligentes podem assistir ao filme, refletir sobre os fatos, tirar suas conclusões e apontar onde estão os erros e quem são os responsáveis, sem a necessidade de revanchismo ou lacrações.
Nota 7.
Essencial e reflexivo.
Uma baita surpresa. Pena não ter o reconhecimento que merece.
Por diversas vezes vemos Fahrije colhendo cacos de vidro. Os cacos de vidro geralmente simbolizam fragilidade, dor e conflitos. O fato da Fahrije colhe-los com as mãos desprotegidas, demonstra o quanto ela tem uma resistência para lidar com as situações difíceis da vida, principalmente aquelas impostas pelo machismo na sociedade em que vive.
Creio que não é necessário falar sobre o "contexto", pois o contexto está posto: é uma sociedade machista que não admite mulheres "tomando o lugar" que "é de direito" dos homens. "Colmeia" emociona porque é um exemplo real de sororidade, luta, cabeça erguida, respeito. Não é um filme à lá Hollywood, com melodrama e tramas mastigadas. Aqui, é sobre sentir. Eu senti. Belíssimo filme. Belíssima trila sonora.
- 7/10
- única coisa que senti falta no filme foi de um pouco de contexto
- sobre o que aconteceu para as pessoas terem sumido e porque as mulheres eram tratados daquele jeito
- da pra pegar ao longo do filme, mas fica vago